Beber água demais faz mal: quando quantidade é excessiva e quais os riscos
Beber água é uma das recomendações mais repetidas quando o assunto é saúde. E com razão, já que hidratação adequada é essencial para o funcionamento do corpo. Mas existe um ponto pouco discutido nessa conversa: exagerar também pode trazer problemas.
A resposta para “quanto é demais” varia de pessoa para pessoa. Peso, sexo, clima, alimentação, nível de atividade física e condições médicas influenciam diretamente essa necessidade. Em outras palavras, o volume ideal de água é individual.
Na maioria dos casos, o organismo lida bem com pequenas variações, porque os rins regulam o equilíbrio hídrico ao filtrar o excesso de líquido e aumentar a produção de urina. Ainda assim, consumir água em excesso, especialmente em pouco tempo, pode sobrecarregar esse sistema.
Quanto de água tomar por dia?
Beber água faz bem, mas a quantidade ideal varia conforme peso, rotina, clima e necessidades individuais | Foto: (Reprodução/Internet)
Não existe uma regra universal, mas uma referência bastante usada é calcular cerca de 35 ml de água por quilo de peso corporal.
Na prática:
– Uma pessoa de 70 kg precisaria em torno de 2,5 litros por dia;
– Alguém de 80 kg, aproximadamente 2,8 litros.
Esses valores mudam conforme exercício físico, calor, febre, dieta e rotina. Mais importante do que perseguir um número fixo é observar sinais do próprio corpo. Dois indicadores simples ajudam a perceber se há exagero:
– Sede: beber água constantemente sem sentir necessidade pode indicar excesso;
– Urina: tons amarelo-claro costumam sugerir boa hidratação. Urina sempre transparente e muito frequente pode sinalizar volume maior do que o necessário.

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Intoxicação por água existe e pode ser grave
Embora rara, a intoxicação por água é real. O nome técnico mais comum é hiponatremia, condição em que o excesso de água dilui o sódio no sangue.
O sódio é fundamental para o funcionamento neurológico e muscular. Quando seus níveis caem rapidamente, a água tende a migrar para dentro das células inclusive as do cérebro. O resultado pode ser edema cerebral, uma situação potencialmente séria.
Esse risco aumenta quando grandes volumes de água são ingeridos em pouco tempo, sem reposição de eletrólitos e sem que os rins consigam eliminar o excesso com rapidez suficiente.
Os sinais iniciais de excesso podem parecer inespecíficos, mas merecem atenção:
– Confusão mental
– Sonolência
– Náusea
– Dor de cabeça
– Mal-estar
Em situações raras e extremas, podem ocorrer convulsões, coma e risco de morte.
A ideia de que “quanto mais água, melhor” simplifica demais o funcionamento do corpo. Hidratação saudável não significa forçar litros sem necessidade, e sim oferecer ao organismo o que ele precisa.
Com informações de reportagem publicada em 16/02/2024
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Por: Colaboração para VivaBem
Fonte: VivaBem
Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/04/22/beber-agua-demais-faz-mal-veja-riscos-do-excesso-de-hidratacao.htm


