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5 motivos para acompanhar o percentual de gordura corporal

Um estudo recente e especialistas revelam por que a porcentagem de gordura corporal é mais relevante que o peso para sua saúde e definição muscular.

Muitas pessoas que buscam o emagrecimento, trazem como uma meta a redução do percentual de gordura. Mas, você sabia que buscar o menor índice possível nem sempre representa uma condição mais saudável?

Em 5 de agosto, é celebrado o Dia Nacional da Saúde, e a discussão sobre o que observar para emagrecer além dos quilos na balança ganha espaço entre profissionais e também a ciência.

O estudo Defining Overweight and Obesity by Percent Body Fat Instead of Body Mass Index, publicado em 2024 e incluído na edição de 2025 do The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, analisou dados de 16.918 adultos.

Nutricionista explica por que esse parâmetro pode revelar mais sobre o organismo do que o número mostrado na balança – | Foto:(Reprodução/Internet)

Os resultados indicaram que a proporção de tecido adiposo pode representar melhor o risco de síndrome metabólica do que o Índice de Massa Corporal (IMC).

A pesquisa propõe que homens com índices a partir de 25% e mulheres a partir de 36% sejam classificados com excesso de gordura. Para obesidade, os pontos de corte sugeridos são 30% e 42%, respectivamente.

Para Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clinic, esse tipo de medição oferece informações que o peso isolado não consegue mostrar.

“A balança revela quantos quilos uma pessoa tem, mas não esclarece quanto desse valor corresponde à massa muscular, aos líquidos ou ao tecido adiposo. Conhecer essa distribuição facilita a identificação de alterações que poderiam passar despercebidas e ajuda a definir condutas mais adequadas às necessidades de cada paciente”, explica.

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A seguir, a nutricionista apresenta cinco razões para observar esse parâmetro:

1. O peso não revela toda a composição do corpo

O peso registrado na balança é resultado da soma de músculos, ossos, água, órgãos e tecido adiposo. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de quilos podem apresentar composições corporais completamente diferentes e, consequentemente, condições de saúde distintas.

Da mesma forma, quem está em processo de emagrecimento pode manter o mesmo peso e, ainda assim, reduzir gordura e ganhar massa muscular.

A balança informa apenas quantos quilos uma pessoa tem, mas não mostra o que realmente mudou na composição corporal. É possível perder gordura, ganhar massa muscular e manter praticamente o mesmo peso. Por isso, acompanhar esse parâmetro ajuda a avaliar se o emagrecimento está acontecendo de forma saudável e orienta estratégias mais adequadas para cada paciente”, afirma Fernanda.

2. Cada organismo responde de uma forma

Sexo, idade, massa muscular, nível de atividade física e histórico clínico influenciam diretamente esse resultado.

Por isso, comparar os próprios números com os de outras pessoas pode levar a interpretações equivocadas e expectativas irreais.

“As faixas de referência servem como orientação, mas não devem ser encaradas como uma meta igual para todos. A análise precisa considerar as características, os objetivos e a evolução de cada paciente”, orienta.

3. O excesso pode aumentar o risco de doenças

Além de funcionar como reserva de energia, o tecido adiposo participa da produção de substâncias que influenciam o metabolismo, os hormônios e processos inflamatórios.

Quando se acumula acima do recomendado, favorece alterações que podem comprometer a saúde ao longo do tempo.

“Esse acompanhamento permite identificar alterações precocemente e aumentar as chances de prevenir complicações futuras. Quanto antes esse excesso é reconhecido, maiores são as possibilidades de adotar estratégias para melhorar a saúde e a qualidade de vida”, explica a nutricionista.

4. O local onde a gordura se concentra importa

Não é apenas a quantidade que merece atenção. A forma como o tecido adiposo está distribuído pelo corpo também interfere no risco de doenças.

A gordura visceral, localizada ao redor dos órgãos internos, apresenta maior associação com problemas cardiometabólicos do que a gordura localizada sob a pele.

“A circunferência da cintura complementa essa avaliação porque ajuda a identificar o acúmulo na região abdominal. Nenhum método deve ser interpretado isoladamente. O conjunto das informações oferece uma visão mais ampla da condição de saúde”, destaca.

5. A evolução vai muito além da estética

Fernanda pontua que existem diferentes ferramentas para acompanhar a composição corporal, como a bioimpedância, mas seus resultados podem sofrer influência de fatores como hidratação, alimentação, prática de atividade física e horário da avaliação. Por isso, ela deve ser interpretada em conjunto com a avaliação clínica e outros parâmetros.

O acompanhamento com médicos e nutricionistas permite analisar essas informações de forma individualizada.

“Hoje, a telemedicina também facilita esse cuidado, ajudando o paciente a manter regularidade no tratamento e construir hábitos saudáveis ao longo do tempo”, conclui.

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Por: Maraísa Bueno

Fonte: Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clinic

Transcrito: https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/5-motivos-para-acompanhar-o-percentual-de-gordura-corporal/

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