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Comer rápido pode confundir fome, vontade de comer e saciedade

Comer rápido encurta a refeição e dificulta perceber os sinais que ajudam a controlar a quantidade de comida

Na correria, comer rápido parece uma solução inevitável para encaixar o almoço entre compromissos. O problema é que a pressa pode encurtar justamente o tempo de que o organismo precisa para reconhecer a saciedade. Assim, a refeição termina antes que o cérebro registre com clareza que o corpo já recebeu comida suficiente.

Comer rápido pode confundir fome, vontade de comer e saciedade – | Foto:(Reprodução/Internet)

Depois que a refeição começa, o cérebro leva cerca de 15 a 16 minutos para perceber os sinais enviados pelo organismo. Quem termina o prato muito antes disso pode continuar comendo sem necessidade, porque a sensação de satisfação ainda não apareceu com toda a força.

A colecistocinina participa dessa comunicação. O organismo libera esse hormônio durante a alimentação, e ele integra a sinalização entre o sistema digestivo e o cérebro. Mastigar com calma e dar algum tempo à refeição ajuda os sinais de fome e satisfação a fazerem seu trabalho.

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Por que comer rápido pode fazer você comer mais?

Quando a mastigação acontece às pressas, fica mais difícil prestar atenção ao sabor, à textura e às próprias sensações do corpo. Esse ritmo também pode atrapalhar a distinção entre fome física e aquela vontade de continuar comendo por hábito, impulso ou ansiedade.

A saciedade funciona melhor quando a pessoa consegue acompanhar a refeição enquanto ela acontece. Uma estratégia simples é servir o prato uma única vez e esperar alguns minutos antes de repetir. Muitas vezes, a vontade da segunda porção diminui quando o organismo tem tempo para registrar que já está satisfeito.

A pressa ainda pode cobrar um preço logo depois do almoço. Mastigar pouco favorece desconfortos digestivos. Quando o hábito se repete, ele também se associa a maior consumo alimentar, ganho de peso e alterações na percepção de fome e satisfação.

Comer olhando o celular realmente atrapalha?

Sim, porque a distração tira a atenção dos sinais que aparecem durante a refeição. Celular, televisão e computador fazem com que a pessoa perceba menos o que está comendo e podem favorecer um consumo maior. Até a experiência de sabor pode ficar em segundo plano.

É aí que entra a alimentação consciente. A ideia não exige transformar o almoço em um ritual demorado, mas reservar alguns minutos para comer sem telas, observar os alimentos e notar como o corpo responde.

O ambiente também ajuda. Um local confortável, iluminado e relativamente tranquilo facilita a alimentação consciente e reduz a sensação de que comer é só mais uma obrigação no meio do dia.

Como desacelerar a refeição mesmo com pouco tempo?

Não é preciso contar mastigadas nem prolongar demais o almoço. Pequenas escolhas já ajudam a sair do modo automático:

– Afaste as telas: deixar o celular de lado reduz distrações e facilita perceber o sabor e a quantidade consumida.

– Mastigue antes da próxima garfada: esse intervalo diminui o ritmo sem exigir cronômetro.

– Sirva-se uma vez e espere: alguns minutos antes de repetir dão ao cérebro mais tempo para reconhecer os sinais do corpo.

– Busque um ambiente menos agitado: quando possível, um espaço confortável ajuda a prestar mais atenção à refeição.

Resumo: Comer depressa pode dificultar a percepção dos sinais de fome e saciedade. O cérebro precisa de alguns minutos para reconhecer que o organismo já está satisfeito. Telas e outras distrações também podem favorecer um consumo maior. Mastigar com calma, evitar aparelhos e esperar antes de repetir ajudam a reduzir o ritmo.

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Por: Jéssica Batista é jornalista formada pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria escreve sobre comportamento, gastronomia e atualidades.

Fonte: Ana Maria Digital

Transcrito: https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/o-que-comer-antes-e-depois-do-treino-para-garantir-energia-e-recuperacao-fisica/

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