Macarrão engorda? Veja quais tipos são mais nutritivos
Macarrão, lasanha, ravióli, nhoque, rondelli. Tudo isso entra na categoria das massas, mas colocar todos esses alimentos no mesmo pacote é ignorar diferenças que vão da receita ao valor nutricional. Há versões frescas e secas, feitas com diferentes tipos de farinha, além de opções integrais, sem glúten e até com baixo teor de carboidratos.
A escolha pode mudar a quantidade de fibras, proteínas e calorias da refeição, assim como a velocidade com que os carboidratos são absorvidos pelo organismo. E há outro detalhe importante: o que vai para o prato junto com a massa costuma pesar tanto quanto o tipo escolhido.
Fresca ou seca: qual é a diferença?
Os tipos de macarrão variam em formato, ingredientes, textura e valor nutricional. A escolha pode fazer diferença no prato – | Foto:(Reprodução/Internet)
A massa fresca é preparada com mais frequência a partir de farinha e ovos e tem textura mais macia. Como absorve umidade rapidamente, cozinha em menos tempo e precisa ser refrigerada, já que tem menor durabilidade.
A massa seca passa por um processo de desidratação industrial e costuma levar apenas farinha e água em sua composição básica. É mais firme, dura mais tempo na despensa e aparece em uma grande variedade de formatos, como espaguete, penne e gravatinha.
O tipo de farinha também faz diferença. É possível encontrar massas feitas com trigo comum, trigo duro, versões integrais e ingredientes como arroz, milho e quinoa. Cada matéria-prima altera textura, sabor e composição nutricional.

Conheça a nossa linha de produtos na pagina em exibição no INSTAGRAM clique na imagem acima
Grano duro tem alguma vantagem?
Entre as massas tradicionais, as produzidas com trigo duro, ou Triticum durum, costumam apresentar maior quantidade de proteínas e glúten do que aquelas feitas com trigo comum. Isso ajuda a explicar a textura al dente e o aspecto amarelado característicos dessas massas. Além disso, a maior quantidade de proteínas também pode contribuir para uma sensação de saciedade mais prolongada.
O grano duro ainda fornece carboidratos complexos e tem índice glicêmico mais baixo, além de conter vitaminas do complexo B, ferro, magnésio e zinco, nutrientes essenciais para a saúde do sistema nervoso, óssea e função imunológica. O tipo ainda é naturalmente rico em carotenoides, substâncias com ações antioxidantes.
Integral é melhor?
Aqui há uma vantagem ainda maior. A massa integral preserva partes do grão que são retiradas no processo de refinamento, o que aumenta a quantidade de fibras.
Uma porção de cerca de 80 g pode fornecer aproximadamente 5 g de fibras, dependendo do produto. Elas ajudam no funcionamento intestinal e podem contribuir para maior saciedade, além de participar do controle da glicemia e do colesterol.
Por isso, quando a escolha está entre uma massa convencional feita com farinha refinada e uma versão integral com composição semelhante, a segunda tende a ser nutricionalmente mais interessante.
E as massas de quinoa, espelta e konjac?
Existem alternativas que chamam atenção por características específicas
A massa de quinoa pode oferecer proteínas, fibras, vitaminas e minerais. A quinoa se destaca por fornecer todos os aminoácidos essenciais, embora a quantidade efetiva de proteína dependa da composição do produto.
A massa de espelta por sua vez é feita com um tipo antigo de trigo e pode aparecer em versões integrais. Já o macarrão de konjac é produzido a partir de uma raiz de origem asiática e tem pouquíssimas calorias e carboidratos disponíveis, sendo uma opção procurada por quem segue dietas com baixo teor de carboidratos.
Há ainda massas feitas de arroz e milho, que não contêm glúten e podem ser alternativas para pessoas com doença celíaca. Nesse caso, porém, não basta olhar apenas para a ausência da proteína. Alguns produtos sem glúten são ultraprocessados e podem receber ingredientes adicionais para melhorar textura, sabor e conservação.
O problema está no macarrão ou no prato inteiro?
Não é preciso banir a massa da alimentação para comer melhor. O ponto central é a composição da refeição
Uma massa feita com farinha refinada pode ganhar outra qualidade nutricional quando aparece acompanhada de legumes, verduras e uma fonte de proteína. Tomate, brócolis, abobrinha, cenoura, pimentão, cogumelos e outras hortaliças aumentam a oferta de fibras, vitaminas e minerais. Carne magra, frango, peixe, frutos do mar, ovos ou leguminosas podem completar o prato com proteínas.
Já molhos muito carregados em queijos, creme de leite, carnes gordurosas e embutidos aumentam a quantidade de gordura, calorias e, em alguns casos, sódio da refeição. Shoyu também merece moderação pelo alto teor de sódio.
Miojo e lasanha congelada entram nessa história?
Aqui a diferença é importante. O macarrão instantâneo é um produto ultraprocessado e costuma ter pouca fibra e uma composição nutricional menos interessante. Além disso, o sachê de tempero concentra grande quantidade de sódio os níveis podem representar de 35% a 95% das necessidades diárias de um adulto.
O produto também passa por um processo industrial que inclui a fritura da massa antes da embalagem, o que ajuda a explicar por que ela fica pronta em poucos minutos. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados ricos em sódio, gorduras e calorias está associado a um padrão alimentar de pior qualidade e pode contribuir para problemas como hipertensão e obesidade.
A lasanha congelada segue lógica parecida. Por ser industrializada, pode concentrar calorias, gordura, sódio e aditivos. Preparar o prato em casa permite controlar melhor a quantidade de sal, gordura, recheio e vegetais.
Massa colorida é mais saudável?
Nem sempre. A cor pode vir de ingredientes naturais, como espinafre, beterraba, cenoura e açafrão, especialmente em massas frescas. Nesses casos, a presença desses alimentos pode acrescentar alguns nutrientes e compostos bioativos.
Em produtos industrializados, porém, o colorido também pode ser obtido com corantes ou ingredientes vegetais processados. A melhor forma de saber o que está no pacote é conferir a lista de ingredientes.
No supermercado, vale olhar também a quantidade de fibras, proteínas, sódio e gorduras, além da lista de ingredientes. Uma massa integral com boa quantidade de fibras pode ser uma escolha melhor do que uma versão aparentemente sofisticada, mas feita predominantemente com farinha refinada e vários aditivos.
*Com informações de reportagem publicada em 17/04/2024.
Compartilhe com os amigos essa matéria via:
WhatsApp Face Book e Telegram
Por: Colaboração para VivaBem
Fonte: VivaBem
Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/08/12/macarrao-engorda-veja-quais-tipos-sao-mais-nutritivos.ghtm


