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Passa horas sem fome? O alerta de especialista para quem acha que comer pouco é sinal de saúde

Entenda como a falta de apetite e as dietas restritivas podem travar seu metabolismo e prejudicar a sua energia diária

Enquanto muitas pessoas lutam contra a compulsão alimentar em momentos de estresse, outras vivem no extremo oposto: passam horas sem colocar uma colher de comida na boca e acreditam que isso é sinônimo de autocontrole ou de um metabolismo invejável. Contudo, essa falta de apetite constante pode indicar um perigo silencioso.

Comer pouco não é garantia de saúde! Descubra por que a falta de fome pode indicar um metabolismo cansado e como nutrir o corpo da forma correta – | Foto:(Reprodução/Internet)

Segundo a nutricionista Cintya Bassi, essa relação com o prato pode esconder um organismo em estado de alerta permanente. Nesse sentido, é preciso olhar além da balança para entender o que realmente está acontecendo com o corpo. “Tem aquela mulher que não resiste a um chocolate e aquela que acredita que comer pouco já é suficiente para a rotina. E é sobre essa que precisamos nos atentar”, explica.

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Por que o metabolismo desacelera e entra em alerta?

Muitas mulheres relatam que sempre comeram muito pouco, passam longos períodos em jejum e, mesmo assim, não conseguem perder peso. Por outro lado, a explicação para esse travamento não é a falta de disciplina, mas sim um mecanismo de defesa.

“Muitas vezes, o corpo só está pensando em sobreviver com o mínimo possível, porque essa mulher passou anos submetendo o organismo a dietas restritivas, baixa ingestão alimentar, ansiedade e substituição de refeições”, afirma Cintya Bassi.

A ausência de fome costuma ser um sinal de alarme: o organismo simplesmente perdeu a capacidade de regular os sinais naturais de saciedade e nutrição. “Existe uma diferença enorme entre não sentir fome e ter saúde metabólica. Quando o corpo recebe pouca energia por muito tempo, ele começa a desligar sinais importantes, inclusive o da fome”, alerta.

Os impactos no corpo e na rotina diária

Ainda que a restrição severa traga algum resultado inicial, o custo para a saúde costuma ser alto a longo prazo. Da mesma forma, os prejuízos vão muito além da estética e afetam diretamente a qualidade de vida.

“O que acontece muitas vezes é a perda de massa muscular, energia, força e disposição. O metabolismo fica cansado, adaptado e tentando sobreviver dentro da rotina que essa pessoa criou ao longo dos anos”, pontua a profissional.

Esse cenário reflete diretamente na rotina diária. A exaustão física e mental no meio da tarde, por exemplo, é um sintoma claro de que algo não vai bem:

– Falta de energia e cansaço constante

– Dificuldade de concentração nas tarefas diárias

– Sensação de desânimo generalizado

“Algumas mulheres chegam no meio da tarde completamente sem energia, sem concentração e sem vontade para nada. Ainda assim, acreditam que precisam comer menos ainda para emagrecer”, comenta a nutricionista.

Como retomar o equilíbrio com segurança

Emagrecer com saúde não significa cortar calorias drasticamente, mas sim priorizar a qualidade dos nutrientes e o equilíbrio metabólico. Além disso, a profissional faz um alerta importante sobre os perigos de seguir modismos da internet ou dietas radicais sem orientação profissional qualificada.

Em suma, o caminho para o bem-estar exige paz com a comida e acompanhamento adequado. “Nem toda mulher precisa reduzir comida. Muitas precisam voltar a se nutrir direito para finalmente perder gordura de verdade”, conclui a especialista.

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Por: Helena Gomes, Editora da Bons Fluidos e repórter da AnaMaria Digital. A jornalista já passou por Estadão, Band, e também foi estagiária na Editora Perfil

Fonte: Cintya Bassi, nutricionista

Transcrito: https://revistaanamaria.com.br/alimentacao/passa-horas-sem-fome-o-alerta-de-especialista-para-quem-acha-que-comer-pouco-e-sinal-de-saude/

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