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Nem todo ultraprocessado é igual: interpretar o rótulo é fundamental

Refrigerante, biscoito recheado, salgadinho, embutidos e refeições prontas têm algo em comum: todos passam por processos industriais que modificam bastante os alimentos originais. O consumo frequente de ultraprocessados está associado a maior risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Mas isso não significa que todos os produtos da categoria tenham o mesmo impacto. Pesquisas recentes sugerem diferenças importantes entre os tipos de ultraprocessados, especialmente quando se olha para a composição e a frequência de consumo.

Como reconhecer um ultraprocessado

O consumo frequente de ultraprocessados está associado a maior risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares – | Foto:(Reprodução/Internet)

A classificação não depende apenas de o alimento ter sido produzido em uma fábrica. O Guia Alimentar para a População Brasileira considera ultraprocessados formulações industriais feitas com vários ingredientes, muitos deles pouco usados em uma cozinha doméstica, além de aditivos destinados a modificar sabor, textura, cor ou conservação.

A lista de ingredientes costuma dar pistas. Nomes pouco familiares, como “monoglicerídeos” ou “glutamato monossódico”, e a presença de vários aditivos, como corantes, emulsificantes, estabilizantes, aromatizantes e conservantes, são comuns nesses produtos.

O problema é que alguns deles parecem mais saudáveis à primeira vista. Barrinhas de cereais, bebidas vegetais saborizadas e determinados pães industrializados podem entrar nessa categoria.

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Existem ultraprocessados menos prejudiciais?.

Um estudo publicado em 2024 analisou a relação entre diferentes grupos de ultraprocessados e a saúde cardiovascular. Duas categorias chamaram atenção pelo maior risco associado ao consumo: bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos artificiais, e carnes, aves e peixes processados, como bacon, salsichas, nuggets, linguiças e salames.

Quando esses dois grupos foram retirados da análise, grande parte da associação entre ultraprocessados e risco cardiovascular diminuiu.

Isso não transforma os demais produtos em alimentos saudáveis. A composição ainda importa. Entre duas opções industrializadas, pode fazer sentido escolher aquela com menos açúcar, sódio e gordura saturada e uma lista de ingredientes mais simples.

Iogurte sem açúcar adicionado, pão com ingredientes básicos, bebidas vegetais sem açúcar e pastas de amendoim ou castanhas feitas apenas com o ingrediente principal são alguns exemplos. Mas é preciso atenção à classificação: dependendo da formulação, esses produtos podem ser minimamente processados ou processados, e não necessariamente ultraprocessados.

Por que o excesso preocupa?

O consumo elevado de ultraprocessados pode alterar a composição da microbiota intestinal e favorecer processos inflamatórios – | Foto:(Reprodução/Internet)

Além de favorecer uma alimentação mais calórica, muitos ultraprocessados concentram açúcar, sódio e gorduras e oferecem pouca fibra e outros nutrientes importantes em relação a alimentos in natura ou minimamente processados.

O consumo elevado também foi associado a alterações na microbiota intestinal e a processos inflamatórios. Há ainda preocupação com o efeito desses produtos sobre o comportamento alimentar, já que suas formulações combinam características capazes de estimular fortemente o paladar e facilitar o consumo em excesso.

Precisa cortar completamente?

Não necessariamente. O mais importante é evitar que ultraprocessados ocupem o espaço dos alimentos que deveriam formar a base da dieta. Frutas, verduras, legumes, grãos integrais, castanhas, ovos e carnes oferecem nutrientes e devem aparecer com maior frequência.

Também vale olhar o rótulo e comparar produtos da mesma categoria. Quanto mais simples a composição e menor a presença de açúcar, sódio e gorduras, melhor tende a ser a escolha.

Ultraprocessado não precisa virar um alimento proibido, mas também não deve ser tratado como equivalente a comida de verdade. A frequência e o lugar que ocupa na alimentação fazem diferença.

*Com informações de reportagem publicada em 16/01/2025.

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Por: Colaboração para VivaBem*

Fonte: Guia Alimentar para a População Brasileir

Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/09/20/todo-alimento-ultraprocessado-faz-mal-veja-quais-exigem-mais-atencao.htm

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