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É verdade que maracujá acalma? Fruta vai muito além desse benefício

Pode acreditar e contar com o maracujá como um artifício natural para acalmar os ânimos e aumentar o bem-estar. Porém, é importante saber que, embora o maracujá seja conhecido por sua ação calmante, esse benefício fica mais concentrado nas folhas e caules da planta, na maior parte das variedades dessa fruta.

A exceção é o maracujá pérola do cerrado, cuja polpa, de fato, possui efeito mais eficaz do que o encontrado nas demais espécies. O Brasil possui mais de 150 tipos silvestres de maracujá, e alguns são tipicamente brasileiros, como é o caso do maracujá pérola (Passiflora setacea De candolle), cuja casca lembra a de uma melancia. Mas existem cerca de 600 espécies de maracujás espalhadas na região tropical das Américas.

O maracujá é fonte de vitamina C. Uma porção de 100 g também fornece 1,1 g de fibra, 28 mg de magnésio, 51 mg de fósforo e 338 mg de potássio, com apenas 68 calorias.

Muitos dos benefícios que você vai conhecer a seguir estão na casca ou na entrecasca do alimento, que normalmente é consumida em forma de farinha:

Ajuda a combater o estresse e a ansiedade

– | Foto:(Reprodução/Internet)

O maracujá pérola ou maracujá-do-sono, como é mais conhecido, tem propriedades calmantes presentes na polpa, graças à ação de flavonoides e alcaloides que atuam no sistema nervoso central e produzem efeito calmante, analgésico e relaxante muscular. Além disso, o maracujá é rico em magnésio, um mineral importante no controle do estresse e da ansiedade.

Auxilia no controle da glicose no sangue

A entrecasca do maracujá é rica em fibras, o que a torna uma boa aliada de quem tem diabetes, já que essas substâncias tornam a absorção dos carboidratos da refeição mais lenta, o que evita picos de glicemia no sangue. Normalmente, a pectina é encontrada na farinha de maracujá, e um estudo mostrou que pacientes com diabetes tipo 2 que consumiram 30 g dela por 60 dias tiveram diferença significativa na glicemia de jejum, acompanhada pela redução nos valores médios da hemoglobina glicada (exame capaz de determinar o equilíbrio da glicose em períodos mais prolongados). No entanto, o ideal é que ela seja usada como adjuvante das terapias medicamentosas convencionais.

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Favorece o funcionamento do intestino

Entre as substâncias da entrecasca do maracujá está a pectina, fibra solúvel que é importante para regular o trânsito intestinal. Ela atua também como um probiótico, melhorando o funcionamento do intestino e com ajudando a eliminar toxinas e gorduras do organismo. Para ter esse efeito, a recomendação é consumir uma colher de sopa da farinha de maracujá no iogurte, junto com a fruta ou batido com um suco.

Ajuda nos níveis de colesterol

No início dos anos 2000, vários estudos foram feitos com a pectina, a fibra solúvel presente na entrecasca do maracujá. Nessas pesquisas, realizadas tanto em animais como em humanos, percebeu-se a diminuição de taxas de colesterol. Estudos clínicos conduzidos com voluntários saudáveis em que houve suplementação da dieta com farinha da casca de maracujá mostraram redução média da glicemia na ordem de 5%, no colesterol total de 18%, no LDL na faixa de 19% e de triglicerídeos totais em média de 15%.

Auxilia na imunidade

A fruta é rica em vitamina C: cada 100 g fornece cerca de 20 mcg do nutriente, sendo que a quantidade diária indicada é de 60 mcg a 75 mcg para um adulto saudável. A ação antioxidante desse nutriente é indicada para ajudar a melhorar a imunidade e também contribui para um envelhecimento celular saudável.

Garante saciedade por mais tempo

Como a casca do maracujá apresenta grande quantidade de fibras alimentares, ela contribui para promover saciedade por mais tempo, além de retardar e diminuir a absorção de açúcar e gordura no organismo. Isso acontece porque as fibras solúveis aumentam o volume do bolo alimentar no estômago e produzem um gel, assim criam uma viscosidade maior desse bolo alimentar. Todos esses fatores juntos levam à saciedade. Como consequência, auxilia no emagrecimento.

Ajuda a proteger o coração

A atividade anti-inflamatória do maracujá é um dos indicativos de sua propriedade funcional, por atuar na manutenção das funções normais dos sistemas nervoso e circulatório. A presença de hesperidina (um glicosídeo flavanona encontrado nas frutas cítricas) na polpa do maracujá é indicativo de que o alimento possua a propriedade de atuar na prevenção de doenças do coração.

Como a casca do maracujá apresenta grande quantidade de fibras alimentares, ela contribui para promover saciedade por mais tempo, além de retardar e diminuir a absorção de açúcar e gordura no organismo. Isso acontece porque as fibras solúveis aumentam o volume do bolo alimentar no estômago e produzem um gel, assim criam uma viscosidade maior desse bolo alimentar. Todos esses fatores juntos levam à saciedade. Como consequência, auxilia no emagrecimento.

Ajuda a proteger o coração

A atividade anti-inflamatória do maracujá é um dos indicativos de sua propriedade funcional, por atuar na manutenção das funções normais dos sistemas nervoso e circulatório. A presença de hesperidina (um glicosídeo flavanona encontrado nas frutas cítricas) na polpa do maracujá é indicativo de que o alimento possua a propriedade de atuar na prevenção de doenças do coração.

Como consumir

Por ser uma fruta muito versátil, do caule às sementes, tudo é aproveitado. A casca, ou melhor, a entrecasca (aquela parte branca da fruta) é riquíssima em pectina, uma fibra solúvel que ajuda a diminuir taxas de colesterol e a equilibrar os níveis de glicemia. Porém, como é muito amarga para consumir in natura, a indústria transforma essa entrecasca em farinhas, que são adicionadas a sucos, iogurtes ou salada de frutas. A polpa é utilizada nas preparações culinárias, doces e salgadas, e também para fazer chás e sucos.

Das sementes é extraído o óleo com propriedades emolientes, usado na indústria cosmética, e do resíduo da extração do óleo aproveitam-se as fibras para o preparo de cosméticos esfoliantes. A partir desse mesmo resíduo faz-se a extração de compostos fenólicos com propriedade anti-inflamatória, que pode ser usada na elaboração de fitoterápicos.

Contraindicação

As folhas do maracujá apresentam teores significativos de compostos cianogênicos e alcalóides, que podem causar intoxicação, quando consumidas de forma errada. Portanto, para evitar acidentes, recomenda-se não usar as folhas para chás e infusões.

Com informações de reportagem de VivaBem

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Por: Redação VivaBem*

Fonte: VivaBem*

Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/07/29/e-verdade-que-maracuja-acalma.ghtm

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