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Deficiência de vitaminas pode prejudicar o rendimento nos treinos? Entenda

Saiba quais são algumas das vitaminas indispensáveis para ter disposição para treinar

Para quem pratica atividades físicas, independente do objetivo, a alimentação também é muito importante para alcançar seus resultados. E, dentro disso, os suplementos, como vitaminas, mantém o corpo ainda mais nutrido. Mas, será que a deficiência de vitaminas pode prejudicar o rendimento nos treinos?

Entenda se a deficiência de vitaminas pode ou não prejudicar seu rendimento nos treinos – | Foto:(Reprodução/Internet)

“Mesmo com uma alimentação equilibrada, muitas pessoas ainda apresentam carências nutricionais. E há uma razão importante para isso: o solo onde os alimentos são cultivados está cada vez mais pobre em nutrientes e muitas vezes contaminado por agrotóxicos e metais pesados”, explica Dra. Andreia Antoniolli, médica cirurgiã, pesquisadora e professora em Medicina Regenerativa.

De acordo com a profissional, esse empobrecimento impacta diretamente a qualidade nutricional dos alimentos. “Ou seja, mesmo comendo “bem”, podemos não estar absorvendo tudo o que precisamos. Por isso, a suplementação quando bem indicada se torna uma aliada valiosa para garantir disposição, imunidade e desempenho nos treinos”.

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Deficiência de vitaminas pode prejudicar o rendimento nos treinos?

Há diversas evidências científicas que respondem à pergunta. Dentre elas, uma revisão sistemática, publicada na revista Nutrients, concluiu que deficiência de vitaminas pode prejudicar o rendimento nos treinos, como também no transporte de oxigênio, produção de energia, função muscular e também recuperação.

Outra revisão, publicada em 2024, estudou a importância da Vitamina D para o desempenho físico. Os pesquisadores destacaram que a deficiência dela pode colaborar com uma piora na função muscular, trazer mais riscos de lesões e fraturas por estresse, além de prejudicar a recuperação de atletas.

Dra. Andreia Antoniolli ainda pontua: “A disposição nos treinos não depende só de suplemento. Sono de qualidade, hidratação, manejo do estresse e alimentação equilibrada são pilares igualmente importantes. As vitaminas e cofatores são peças que ajudam a manter essa engrenagem funcionando com eficiência”.

Vitaminas indispensáveis para ter disposição para treinar

Vitamina D: Uma das mais importantes, conhecida por sua função imunológica e por auxiliar na força muscular. Como ela depende da exposição solar para ser produzida, muitas pessoas inclusive atletas têm deficiência, o que pode impactar tanto a imunidade quanto o rendimento físico.

Vitamina C: é um poderoso antioxidante, protegendo as células musculares contra os danos causados pelos radicais livres gerados durante o exercício. Além disso, fortalece as defesas do organismo, organismo, sendo essencial especialmente em épocas de treinos mais intensos ou mudanças de estação.

Vitaminas da família B: inclui vitaminas como B1, B2, B3, B6, B9 e B12, são indispensáveis para a produção de energia a partir dos alimentos. Sem elas, o corpo literalmente não consegue “ligar o motor” com eficiência. Isso se reflete em cansaço, queda no rendimento e dificuldade de recuperação após os treinos.

Vitamina E: Também vale destacar essa vitamina com forte ação antioxidante e protetora das células musculares, e a vitamina A, que atua na integridade das mucosas a primeira barreira do nosso sistema imunológico — e contribui para a função imune como um todo.

Não apenas vitaminas

Além das vitaminas, dois nutrientes-chave para energia e performance celular merecem atenção. São eles: 

Coenzima Q10 (CoQ10): que participa diretamente da produção de energia nas mitocôndrias — as “usinas” das nossas células. A CoQ10 é fundamental para quem quer mais disposição física, sobretudo em treinos de força ou endurance. Sua produção natural diminui com a idade e também pode ser impactada por algumas medicações, como estatinas.

NAD⁺ (nicotinamida adenina dinucleotídeo): é essencial para o metabolismo energético e para o reparo celular. Ele participa de vias ligadas à longevidade, como as sirtuínas, e sua disponibilidade está diretamente associada à vitalidade mitocondrial. Suplementar precursores como o nicotinamida ribosídeo (NR) ou o NMN pode ajudar a otimizar a produção de energia celular e melhorar a recuperação.

“Com alimentos cada vez menos nutritivos, treinos exigentes e uma vida moderna que cobra alto do organismo, a suplementação pode ser um recurso inteligente desde que feita com critério e orientação profissional. A ideia não é substituir a alimentação, mas complementar aquilo que o corpo não está conseguindo obter ou produzir na quantidade ideal”, ressalta Dra. Andreia.

Cada corpo é um corpo

Dra. Andreia ressalta que o mais importante é entender que cada corpo é único, e por isso a orientação profissional faz toda a diferença.

“A suplementação deve ser individualizada, com base em exames laboratoriais e na avaliação de um profissional da saúde. Atletas ou praticantes de atividade física intensa podem ter maior demanda, mas o excesso também pode ser prejudicial. O ideal é sempre buscar equilíbrio”, destaca.

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Por: Maraísa Bueno

Fonte: Dra. Andreia Antoniolli, médica cirurgiã, pesquisadora e professora em Medicina Regenerativa.

Transcrito: https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/deficiencia-de-vitaminas-pode-prejudicar-o-rendimento-nos-treinos-entenda/

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