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Como usar a atividade física para acalmar a mente e reduzir a ansiedade

Fazer exercício não mexe apenas com músculos, condicionamento e composição corporal. A atividade física também influencia o bem-estar emocional e pode ajudar a controlar a ansiedade. Mas essa relação funciona nos dois sentidos: enquanto o exercício pode melhorar o estado emocional, a ansiedade excessiva também é capaz de atrapalhar o treino e até levar ao abandono da prática.

Como o exercício ajuda a controlar a ansiedade?

Mais do que melhorar o condicionamento físico, manter uma rotina de exercícios pode favorecer o humor, a autoestima e o bem-estar emocional – | Foto:(Reprodução/Internet)

Durante a atividade física, o organismo libera substâncias como endorfina e serotonina, associadas à sensação de bem-estar, relaxamento e melhora do humor. O ganho de condicionamento e as mudanças no corpo também podem favorecer a autoestima e a percepção sobre a própria imagem,

Há ainda efeitos sociais. Interagir com professores e outros praticantes amplia as interações e pode ajudar a tirar o foco dos pensamentos ansiosos. No aspecto psicológico, conquistar objetivos esportivos também pode fortalecer a confiança e servir de estímulo para enfrentar outros desafios do cotidiano.

Para isso, porém, é importante encontrar uma atividade com a qual a pessoa se identifique. Experimentar modalidades diferentes pode ajudar a descobrir algo prazeroso. Quando o exercício vira obrigação, acompanhado de culpa por faltar ou de metas incompatíveis com as próprias condições, ele pode produzir o efeito contrário e se tornar mais uma fonte de ansiedade.

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E o que acontece quando falta exercício?

O sedentarismo pode afetar tanto o organismo quanto o bem-estar psicológico. Entre as possíveis consequências estão maior estresse, baixa motivação e desregulação emocional e mental.

Uma rotina saudável também depende do equilíbrio entre atividade e descanso. O movimento exige o cérebro e o sistema cardiorrespiratório, enquanto o repouso permite a recuperação muscular e dá espaço para a mente organizar ideias e se preparar para novas tarefas.

Quando a ansiedade atrapalha o treino

Ansiedade excessiva pode prejudicar a concentração, a respiração, o sono e a alimentação, além de reduzir o desempenho durante exercícios e competições – | Foto:(Reprodução/Internet)

Ansiedade em excesso pode reduzir o rendimento e a concentração, além de prejudicar sono, alimentação e respiração. Em treinos e competições, o atleta pode ficar mais ofegante ou ter dificuldade para respirar profundamente.

A preocupação também pode estar ligada ao medo de não atingir as próprias expectativas, de decepcionar outras pessoas ou de buscar um desempenho acima da capacidade do corpo naquele momento.

Quando esse estado se intensifica, podem surgir pensamentos limitantes, como a sensação de incapacidade ou de fraqueza. Identificar o motivo da ansiedade e entender o que ela está sinalizando ajuda a interromper esse ciclo e encontrar formas mais equilibradas de lidar com os desafios.

Ansiedade antes da competição é sempre ruim?

Não. Situações competitivas naturalmente aumentam a ativação física e mental, e certo nível de ansiedade pode até favorecer a concentração e o desempenho. O problema aparece quando ela ultrapassa o ponto em que ajuda o atleta a se preparar.

Uma estratégia é concentrar a atenção naquilo que está sob controle, como preparação, técnica e conhecimento sobre as próprias capacidades. Clima, desempenho dos adversários e outros fatores externos não dependem do atleta e podem alimentar a ansiedade quando recebem atenção excessiva.

Saúde emocional também melhora a performance

A psicologia esportiva pode ajudar o atleta a identificar suas motivações, questionar pensamentos capazes de bloquear sua evolução e fortalecer autoestima e confiança.

O trabalho considera também as relações dentro da modalidade, as expectativas criadas em torno do desempenho, as dificuldades individuais e as da equipe. Uma preparação psicológica estruturada, integrada ao trabalho de outros profissionais, pode contribuir para alcançar o melhor desempenho possível.

E quando existe depressão?

A depressão costuma reduzir o interesse pelas atividades do cotidiano, o que pode dificultar o início ou a manutenção de uma rotina de exercícios. Nesse cenário, orientação médica e apoio social podem fazer diferença.

Ter amigos ou pessoas próximas para convidar, acompanhar e incentivar a prática pode facilitar a adesão. Metas de curto e médio prazo também ajudam, pois perceber avanços e benefícios dá sentido à atividade e favorece a continuidade.

É importante diferenciar depressão de períodos de tristeza ou desânimo, como os vividos durante um luto. A depressão é um quadro psicopatológico que exige tratamento.

*Com informações de reportagem publicada em 04/09/2019.

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Por: Colaboração para VivaBem

Fonte: VivaBem

Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/10/10/entenda-como-o-exercicio-age-na-mente-e-reduz-a-ansiedade.htm

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