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Como reduzir o risco de infarto? 11 minutos extras de sono, vegetais e caminhada podem ser a resposta

Mudanças pequenas nos hábitos diários podem reduzir o risco de infartos e AVCs em até 10%, segundo estudo com 53 mil participantes

A cada ano, entre 300 mil e 400 mil brasileiros têm um infarto e cinco a cada sete deles resultam em morte.  Segundo o Ministério da Saúde, essa é a maior causa de morte no Brasil.

Os principais fatores de risco você provavelmente já conhece: tabagismo, hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse. Levar uma vida saudável pode ser bem difícil, mas é o melhor jeito de se prevenir. Agora, um novo estudo aponta que pequenas medidas podem ter impactos maiores que os imaginados na saúde.

| Foto: (Reprodução/Internet)

Uma nova pesquisa, conduzida por cientistas do Brasil, Chile e Austrália, analisou dados de mais de 53 mil pessoas do Reino Unido ao longo de oito anos. Os participantes estavam na meia-idade e foram monitorados por dispositivos como relógios inteligentes, que coletaram informações sobre sono e atividade física, e informaram seus hábitos alimentares por meio de questionários.

Ao longo do período de análise, ocorreram 2.034 eventos cardiovasculares graves. Comparando o que havia de comum nesses eventos, os cientistas encontraram boas notícias: dormir 11 minutos a mais, fazer 4,5 minutos extras de atividade física moderada a vigorosa (como subir escadas, caminhar em ritmo acelerado, dançar ou nadar) e consumir 50 gramas adicionais de vegetais por dia pode reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como infartos e derrames.

Mas, atenção. Tudo isso é comparado com a média da população: se uma pessoa não come nada de vegetais e passar  a comer 50 gramas por dia, não vai funcionar do mesmo jeito (muito menos se dormir por apenas onze minutos ou fazer apenas 4,5 minutos de exercício diário). Não é uma fórmula mágica. Na prática, o que esses dados apontam é que alimentação, sono e exercício levemente acima das médias têm efeitos relevantes para a saúde cardiovascular.

Segundo o estudo, publicado no periódico científico European Journal of Preventive Cardiology, esse conjunto de mudanças cotidianas pode reduzir o risco em até 10%.

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“Mostramos que combinar pequenas mudanças em algumas áreas de nossas vidas pode ter um impacto positivo surpreendentemente grande em nossa saúde cardiovascular. Esta é uma notícia muito encorajadora, porque fazer algumas pequenas mudanças combinadas é provavelmente mais viável e sustentável para a maioria das pessoas do que tentar grandes mudanças em um único comportamento”, diz o Dr. Nicholas Koemel, principal autor da pesquisa, em comunicado.

Com esses dados, o estudo estimou a combinação “ideal” de práticas que poderia reduzir significativamente esses eventos: cerca de nove horas de sono por noite, pelo menos 42 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa e uma dieta equilibrada. Pessoas com esse estilo de vida apresentam um risco 57% menor de eventos cardíacos graves em comparação com os perfis menos saudáveis.

O estudo é observacional, ou seja, não permite estabelecer com exatidão uma relação de causa e efeito entre o estilo de vida e o risco de ataques cardíacos. Essa relação poderá ser investigada com mais precisão em estudos futuros. Por enquanto, não faz mal tentar incorporar as mudanças na rotina. 

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Por: Ana Clara Caielli Barreiro

Fonte: Cientistas do Brasil, Chile e Austrália

Dr. Nicholas Koemel, principal autor da pesquisa

Ministério da Saúde

Transcrito: https://super.abril.com.br/saude/como-reduzir-o-risco-de-infarto-11-minutos-extras-de-sono-vegetais-e-caminhada-podem-ser-a-resposta/

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