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Carboidrato não é vilão e “dia do lixo” não deve existir: nutricionista faz alerta

No Dia do Nutricionista, o especialista Thyago Nishino combate o terrorismo nutricional e defende que o segredo para a saúde é uma rotina alimentar sustentável e sem proibições

Emagrecer não deveria significar cortar o arroz, o pão ou a massa do cardápio. Contudo, a cultura das dietas restritivas continua transformando esses alimentos em vilões, prometendo resultados rápidos que cobram um preço alto na saúde. No Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, o nutricionista Dr. Thyago Nishino reforça que comer bem não exige viver em privação.

 

Carboidrato engorda? Entenda por que o “dia do lixo” é um erro e como ter uma alimentação equilibrada e flexível sem culpa, segundo o nutricionista Thyago Nishino – | Foto:(Reprodução/Internet)

Nesse sentido, a visão extremista atrapalha mais do que ajuda no processo de emagrecimento. O especialista explica:

“Quando o carboidrato é colocado como o grande vilão da dieta, a pessoa deixa de enxergar a alimentação como um todo. O problema não está em um único nutriente, mas no contexto da alimentação, na quantidade, na qualidade e, principalmente, naquilo que a pessoa consegue sustentar ao longo do tempo”

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Por que aposentar a ideia do “dia do lixo”?

A lógica do “tudo ou nada” também alimenta a famosa prática do “dia do lixo”, usada para justificar exageros. Por outro lado, o uso desse termo pode desencadear uma relação tóxica com a comida.

Para Nishino, nenhum alimento deve carregar um rótulo negativo: “Não gosto da ideia de chamar um alimento ou uma refeição de lixo. A comida não precisa ser dividida entre permitida e proibida. Uma alimentação equilibrada comporta momentos de flexibilidade sem culpa e sem a necessidade de compensar depois”

As consequências do terrorismo nutricional

Regras muito rígidas aumentam a fome, provocam perda de massa muscular e abrem portas para episódios de compulsão e reganho de peso. Da mesma forma, o medo de comer impede a criação de hábitos duradouros.

Sobre o impacto mental das restrições severas, o especialista alerta: “O terrorismo nutricional faz a pessoa acreditar que precisa ter medo da comida para emagrecer. Na prática, quanto mais rígidas são as regras, maior pode ser a dificuldade de mantê-las. O objetivo deveria ser construir uma rotina alimentar possível, e não uma dieta perfeita que dura poucas semanas”

O verdadeiro caminho para a consistência

Isso não significa ignorar as escolhas ou a quantidade dos alimentos. Os carboidratos desempenham um papel vital quando combinados de forma inteligente com proteínas e vegetais no prato diário.

Confira a visão do especialista para manter a autonomia na alimentação:

– Combinação inteligente: Una carboidratos, proteínas e vegetais para garantir saciedade;

– Conhecimento e autonomia: Entenda o que está no prato em vez de apenas cortar opções;

– Rotina sustentável: Priorize refeições práticas que encaixem no seu dia a dia;

– Fim da culpa: Elimine a necessidade de punições após momentos de flexibilidade.

O profissional conclui com uma reflexão sobre a verdadeira missão da nutrição moderna: “Nutrição não deveria ser sobre medo, culpa ou punição. É sobre conhecimento, autonomia e consistência. O melhor plano alimentar é aquele que melhora a saúde e que a pessoa consegue manter na vida real”

Em suma, a mensagem para quem busca saúde é direta: o equilíbrio não nasce da proibição, mas da consistência e da flexibilidade.

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Por: Helena Gomes, Editora da Bons Fluidos e repórter da AnaMaria Digital. A jornalista já passou por Estadão, Band, e também foi estagiária na Editora Perfil

Fonte: Dr. Thyago Nishino, nutricionista

Transcrito: https://revistaanamaria.com.br/alimentacao/carboidrato-nao-e-vilao-e-dia-do-lixo-nao-deve-existir-nutricionista-faz-alerta/

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