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Inhame faz bem para o corpo? Veja benefícios do tubérculo

O inhame é um tubérculo bastante presente na culinária brasileira e ganhou destaque não apenas pelo sabor, mas também pelos efeitos positivos que pode gerar na saúde. Ele faz parte do mesmo grupo da mandioca, batata-doce, cará e mandioquinha, sendo valorizado por sua versatilidade na cozinha e pelo aporte nutricional que oferece ao organismo.

Além de fornecer energia, esse alimento reúne fibras, vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento do corpo. Especialistas apontam que o inhame pode colaborar na prevenção de doenças crônicas e até auxiliar em fases específicas da vida, como a gravidez e a menopausa.

Quais nutrientes o inhame oferece para o organismo?

O inhame se destaca pelos benefícios à saúde | Foto:(Reprodução/Internet)

Segundo a nutricionista Thaís Barca, o inhame é “rico em carboidratos complexos, que são uma fonte importante de energia para o corpo”. O tubérculo ainda se destaca pela presença de fibras, que auxiliam o sistema digestivo, prolongam a sensação de saciedade e regulam o açúcar no sangue.

Entre os principais nutrientes do inhame estão vitamina C, vitamina B6, ácido fólico (B9), magnésio e potássio. Esses componentes atuam no fortalecimento da imunidade, na produção de glóbulos vermelhos e no equilíbrio da pressão arterial. O potássio, por exemplo, é um aliado relevante para pessoas com hipertensão, já que auxilia na regulação dos níveis de pressão, conforme o Estadão.

Outro ponto é o índice glicêmico relativamente baixo, o que o torna adequado para diabéticos. Associado à ingestão de água, o consumo frequente contribui para o trânsito intestinal adequado, além de reduzir episódios de prisão de ventre, conforme destaca a Sociedade Brasileira de Diabetes. Enquanto isso, a presença de flavonoides funciona como barreira contra os radicais livres, retardando o envelhecimento precoce e protegendo as células de danos futuros.

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Pode ajudar durante a menopausa e na gravidez?

O tubérculo é considerado uma boa fonte natural de fitoestrógenos. “É uma fonte natural de fitoestrógenos, compostos que têm uma estrutura química semelhante ao estrogênio humano. Durante a menopausa, quando os níveis de estrogênio diminuem, os fitoestrógenos podem ajudar a aliviar alguns dos sintomas associados à transição para a menopausa, como ondas de calor e alterações de humor”, afirma Barca.

Na gestação, o ácido fólico presente no inhame assume papel fundamental. Ele é essencial no início da gravidez para evitar defeitos no tubo neural e apoiar o desenvolvimento saudável do feto. Dessa forma, a inclusão do tubérculo na dieta de gestantes pode trazer benefícios adicionais à saúde materna e fetal.

Como consumir da forma correta?

Embora o inhame seja rico em nutrientes, precisa passar pelo cozimento antes do preparo. O aquecimento elimina oxalatos e toxinas naturais que podem causar desconforto digestivo. “Feito esse pré-preparo, o inhame pode ser consumido na forma de sopas, purê, assado, refogado ou salteado”, explica Barca.

Esse cuidado garante uma ingestão segura e mantém os benefícios nutricionais do alimento. O consumo adequado evita irritações e amplia a variedade de preparações possíveis, tornando-o um ingrediente versátil tanto em pratos simples quanto em receitas mais elaboradas.

Como escolher inhame de qualidade no mercado?

Para garantir a compra de um bom inhame, é preciso observar características específicas. São três os pontos principais:

– Textura: prefira tubérculos firmes, com casca lisa e sem cortes ou manchas

– Cor: dê preferência a tonalidades uniformes em marrom-claro ou bege, sem áreas esverdeadas.

– Tamanho: opte por unidades menores, que tendem a ser menos fibrosas e mais macias.

A casca do inhame pode ser consumida?

Sim, a casca pode ser aproveitada e até fornecer nutrientes extras. No entanto, é preciso avaliar a tolerância de cada pessoa e realizar higienização completa antes do preparo. “Caso decida consumir a casca, é importante se atentar à higienização adequada para remover qualquer sujeira ou resíduos que possam estar presentes no alimento. Se possível, adquira inhames orgânicos para reduzir a exposição a produtos químicos”, reforça a nutricionista.

Apesar disso, a escolha entre consumir com ou sem casca varia de acordo com o paladar individual e o tipo de receita. O ideal é testar as duas formas e adaptar conforme a preferência pessoal.

Qual a diferença entre inhame comum e orgânico?

O inhame vendido no mercado tradicional e a versão orgânica oferecem o mesmo perfil nutricional. Contudo, optar pelo orgânico pode representar menor risco de contato com resíduos de agrotóxicos. Além disso, a compra estimula práticas agrícolas mais sustentáveis, que beneficiam tanto os consumidores quanto o meio ambiente.

Quem pode consumir?

O inhame é seguro para a maioria das pessoas, mas existem exceções. Indivíduos com alergia ou intolerância devem evitar o consumo. O mesmo vale para pessoas com doenças renais, já que os oxalatos do tubérculo podem favorecer a formação de cálculos em alguns casos.

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Por: Manoela Cardozo — Estimativa de leitura: 6 min

Fonte: Thaís Barca, nutricionista

Transcrito: https://minhasaude.proteste.org.br/inhame-saiba-beneficios-para-a-saude/

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