Compulsão alimentar e fome emocional não são a mesma coisa
Desvende as distinções entre comer emocional e compulsão alimentar, reconheça os sinais e entenda quando procurar ajuda profissional
Compulsão alimentar e comer emocional são duas coisas diferentes – e confundir uma com a outra é mais comum do que parece. Existem pontos principais que podem ajudar a distingui-las, e é interessante conhecê-los para não deixar passar um sinal que pode merecer uma atenção, e nem achar que todo exagero à mesa é motivo de preocupação.
Qual a diferença entre compulsão alimentar e comer emocional?
Compulsão alimentar e fome emocional não são a mesma coisa – | Foto:(Reprodução/Internet)
De forma geral, o comer emocional tende a se manifestar em situações como dias mais estressantes e momentos de ansiedade ou de tristeza. Nesses contextos, a ingestão de alimentos entra como um jeito de acalmar, de animar ou de preencher um vazio, mesmo sem sentir fome de verdade.
“A fome emocional surge como uma resposta automática e impulsiva para emoções desconfortáveis, sem que haja um verdadeiro planejamento ou necessidade física”, fala Aline Becker, personal trainer, trainer, nutricionista e colunista de Boa Forma.
É importante aprender a reconhecer o comer emocional e encontrar formas saudáveis de lidar com nossas questões psicológicas. Lembre-se: comer deve ser um ato de amor e cuidado com o corpo, uma forma de punição ou alívio temporário.

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A compulsão alimentar é um transtorno psiquiátrico que engloba muito mais do que o ato de comer em quantidade. O que pesa no diagnóstico é a combinação de perda de controle, impacto na qualidade de qualidade de vida, sofrimento e repetição. O Manual MSD (versão para profissionais de saúde) afirma que a condição se caracteriza por “episódios recorrentes de consumo de grandes quantidades de alimentos com sensação de perda de controle”.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a esse distúrbio alimentar afeta cerca de 4,7% da população do Brasil – quase o dobro da média global, que é de 2,6%.
“Comer e logo em seguida sentir culpa ou tristeza, fazer refeições a todo momento e em quantidades exageradas, constrangimento ao comer na frente de outras pessoas, alimentar-se rapidamente, fazer dietas rígidas e depois de um tempo comer compulsivamente, problemas emocionais (depressão e ansiedade), sentir repulsa do próprio corpo e evitar de olhar a própria imagem no espelho ou em algum reflexo são sinais de alertas”, cita Gustavo Patury, médico especialista em aparelho digestivo.
Pelos critérios do DSM-5-TR, descritos pelo Manual MSD, o transtorno costuma ser considerado quando os episódios acontecem, em média, pelo menos uma vez por semana durante três meses.
A compulsão alimentar é multifatorial e pode resultar de aspectos ambientais, comportamentais, genéticos, emocionais e biológicos. Práticas de dietas rígidas, por exemplo, podem afetar de maneira muito negativa a relação com a comida e, assim, favorecer um ciclo de restrição e descontrole.
A compulsão alimentar pode gerar complicações sérias como, por exemplo, diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e no sistema gástrico. As consequências ainda podem incluir ganho de peso e estufamento.
Há tratamento para a compulsão alimentar, e uma das medidas que devem fazer parte dele é o acompanhamento especializado. Psicólogos, psiquiatras e nutricionistas são os profissionais que podem integrar a equipe, cada um desempenhando um papel fundamental
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Por: Juliany Rodrigues
Fonte: Aline Becker, personal trainer, trainer, nutricionista e colunista de Boa Forma.
Gustavo Patury, médico especialista em aparelho digestivo.
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Transcrito: https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/compulsao-alimentar-fome-emocional-mesma-coisa/


