NotíciasSaúde em Foco

Alimentação e câncer: especialistas revelam o que é mito e o que realmente previne a doença

Entenda como o estilo de vida impacta a prevenção do câncer e por que dietas restritivas podem ser perigosas durante o tratamento

A relação entre o que colocamos no prato e o desenvolvimento de doenças gravíssimas é alvo constante de dúvidas e fake news. Embora nenhum alimento isolado tenha o poder mágico de curar ou prevenir enfermidades, a ciência já comprova que a composição corporal e o estilo de vida desempenham um papel decisivo nesse cenário.

Nesse sentido, entender como a nutrição atua na prevenção e no suporte ao tratamento é fundamental para fugir de armadilhas perigosas e garantir mais qualidade de vida.

O peso do estilo de vida na prevenção

Descubra a verdade sobre alimentação e câncer. Veja o que a ciência comprova, desvende mitos sobre dietas restritivas e entenda o papel da nutrição – | Foto:(Foto: Pedro Diogo))

Uma alimentação rica em cores e nutrientes essenciais é a melhor aliada do organismo ao longo dos anos. Por outro lado, o consumo frequente de itens ultraprocessados, bebidas açucaradas e carnes processadas contribui diretamente para o ganho de peso e estados inflamatórios no corpo.

Segundo Suzana Cristina de Toledo Camacho Lima, coordenadora pedagógica dos cursos de pós-graduação em Nutrição Clínica e Nutrição e Gastronomia do Senac EAD: “O excesso de gordura corporal está associado a alterações metabólicas e a um estado inflamatório crônico que podem favorecer o desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Por isso, a prevenção não depende de um alimento específico, mas de um conjunto de hábitos, como manter uma alimentação equilibrada, um peso saudável e praticar atividade física regularmente”.

Conheça a nossa linha de produtos na pagina em exibição no INSTAGRAM clique na imagem acima

O perigo dos mitos e das dietas milagrosas

Com a proliferação de informações na internet, surgem promessas sem base científica afirmando que retirar radicalmente carboidratos ou adotar regimes extremos seria capaz de “matar de fome” as células tumorais. Contudo, especialistas fazem um alerta severo sobre os riscos dessas práticas sem orientação.

A nutricionista Suzana esclarece o perigo dessas escolhas: “Um dos principais mitos é acreditar que uma dieta restritiva ou milagrosa pode substituir o tratamento oncológico. Dietas cetogênicas, alcalinas, jejuns prolongados ou a exclusão completa de determinados grupos alimentares não devem ser adotados por conta própria. Em pacientes que já apresentam perda de peso ou risco de desnutrição, restrições sem indicação podem ser ainda mais prejudiciais”.

Cuidado individualizado e suporte durante o tratamento

Durante as etapas de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, o corpo passa por profundas alterações e pode apresentar sintomas como náuseas, alterações no paladar e perda de apetite. Da mesma forma, garantir a ingestão correta de energia e preservar a massa muscular torna-se uma prioridade vital.

– Fase pré-cirúrgica: foco em preparar o organismo e fortificar o estado nutricional.

– Durante a terapia: controle de sintomas colaterais e manutenção do peso.

– Recuperação: foco em retomar a força física, a mobilidade e a rotina diária.

Nesse contexto, a especialista ressalta a flexibilidade necessária: “O paciente oncológico passa por diferentes fases e, por isso, não existe uma única estratégia nutricional que sirva para todos. Antes de uma cirurgia, por exemplo, pode ser necessário melhorar o estado nutricional. Durante a quimioterapia ou radioterapia, o foco pode estar no controle dos sintomas e na manutenção da ingestão alimentar. Em outras fases, o objetivo pode ser recuperar a força e retomar uma rotina saudável”.

A humanização e a força da equipe multiprofissional

O combate à doença exige um olhar integral que vai muito além dos exames clínicos. Médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas precisam caminhar juntos para acolher as necessidades do indivíduo de forma completa.

A especialista reforça essa mudança de perspectiva: “O paciente não deve ser visto apenas pelo tumor. É preciso considerar alimentação, força muscular, mobilidade, saúde emocional, contexto social e qualidade de vida. Quando diferentes profissionais trabalham de maneira integrada, o cuidado se torna mais completo e centrado na pessoa”.

Além disso, resgatar a afetividade nas refeições faz toda a diferença para o bem-estar mental. Como conclui a professora Suzana: “A alimentação também tem uma dimensão afetiva e cultural. Respeitar a história, as preferências e a autonomia do paciente é parte importante de um atendimento humanizado”.

Em suma, estar bem informado e contar com profissionais capacitados é o caminho mais seguro para atravessar o tratamento com dignidade, acolhimento e embasamento científico.

Compartilhe com os amigos essa matéria via:

WhatsApp Face Book e Telegram

Por: Helena Gomes, Editora da Bons Fluidos e repórter da AnaMaria Digital. A jornalista já passou por Estadão, Band, e também foi estagiária na Editora Perfil

Fonte: Suzana Cristina de Toledo Camacho Lima, coordenadora pedagógica dos cursos de pós-graduação em Nutrição Clínica e Nutrição e Gastronomia do Senac EAD

Transcrito: https://revistaanamaria.com.br/alimentacao/alimentacao-e-cancer-especialistas-revelam-o-que-e-mito-e-o-que-realmente-previne-a-doenca/

Deixe uma resposta