NotíciasSaúde em Foco

Por que seu cérebro e sua genética podem dificultar a perda de peso

Perder peso parece simples na teoria comer menos, se exercitar mais, ver o ponteiro da balança descer. Mas, na prática, o corpo humano tem mecanismos próprios que dificultam esse processo. Mesmo com dieta e treino, a perda de peso pode estagnar e o motivo vai muito além da força de vontade.

Pesquisas mostram que a maioria das pessoas que emagrece acaba recuperando parte ou todo o peso perdido. Isso ocorre devido a um fenômeno chamado adaptação metabólica. Quando a ingestão de energia cai, o metabolismo desacelera e os hormônios da fome, como a grelina, aumentam, incentivando o corpo a buscar mais alimento.

Corpo reage ao emagrecimento como se estivesse passando fome | Foto: (Reprodução/Internet)

É uma espécie de “modo de economia” biológico, programado para garantir a sobrevivência um resquício do tempo em que nossos ancestrais caçadores coletores alternavam entre fartura e escassez.

Hoje, esse mesmo mecanismo, que antes salvava vidas, se volta contra nós. Em um ambiente repleto de alimentos ultraprocessados, baratos e calóricos, o corpo reage ao emagrecimento como se estivesse passando fome tentando, a todo custo, recuperar o peso perdido. Por isso, se a balança não se move mesmo com disciplina, o problema pode estar na biologia, não na força de vontade.

Conheça a nossa linha de produtos na pagina em exibição no INSTAGRAM clique na imagem acima

Quando o cérebro atrapalha

O desafio de emagrecer pode ter origem também no cérebro. Um estudo da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, publicado no periódico NeuroImage, mostrou que pessoas com maior resposta neural a estímulos visuais e olfativos de comida tendem a comer mais e ganhar mais peso.

Os cientistas identificaram uma ligação entre a atividade elétrica do estômago que regula as sensações de fome e saciedade— e os padrões de conectividade cerebral. Essa interação influencia o quanto sentimos vontade de comer ao ver ou cheirar certos alimentos. Em outras palavras, o cérebro pode “sabotar” o processo de emagrecimento antes mesmo que você pegue o garfo.

Nem tudo é questão de disciplina

Manter o peso estável é mais fácil para uns do que para outros e isso tem base genética. A herança biológica pode determinar a velocidade com que queimamos calorias, o nível de saciedade e até a intensidade do desejo por alimentos calóricos. Algumas pessoas nascem com genes que favorecem o acúmulo de gordura ou dificultam o gasto energético.

Mas os genes não atuam sozinhos. Fatores ambientais e sociais pesam tanto quanto: ter tempo para cozinhar, acesso a alimentos frescos, ambiente seguro para praticar atividades físicas e uma boa noite de sono fazem diferença real. E nem todos têm essas condições.

Culpar o indivíduo por não conseguir emagrecer é simplificar um sistema complexo e pode ser cruel. O estigma do peso e a pressão estética aumentam o estresse e diminuem a autoestima, o que, paradoxalmente, torna ainda mais difícil adotar hábitos saudáveis.

Em resumo, o corpo humano é biologicamente programado para resistir à perda de peso. E compreender isso é o primeiro passo para desenvolver estratégias mais eficazes.

*Com informações de reportagens publicadas em 30/08/2025 e 19/10/2020

Compartilhe com os amigos essa matéria via:

WhatsApp Face Book e Telegram

Por: Colaboração para VivaBem…

Fonte: Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel

Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/11/13/por-que-seu-cerebro-e-sua-genetica-podem-dificultar-a-perda-de-peso.htm

Deixe uma resposta