Cuidados preventivos ajudam no diagnóstico precoce de doenças além do câncer de próstata
Cuidados preventivos ajudam no diagnóstico precoce de doenças além do câncer de próstata
Metade dos homens acima dos 50 anos apresentará aumento da próstata, hiperplasia prostática benigna (HPB), condição que não está relacionada ao câncer. O tratamento a laser, minimamente invasivo, é uma das opções mais eficazes e não deixa cicatrizes.
O Novembro Azul é um movimento mundial de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Durante o mês da campanha, é comum o aumento das consultas a urologistas, profissional responsável pela saúde do homem.
Nos consultórios, muitos pacientes associam o aumento da próstata ao câncer. No entanto, a hiperplasia prostática benigna (HPB) não é um tipo de câncer, embora também exija acompanhamento médico.
Novembro Azul | Foto: (Reprodução/Internet)
“Cerca de metade dos homens acima dos 50 anos terá um aumento da próstata não relacionado a câncer, conhecido como HPB. Muitos desconhecem o problema ou têm informações incorretas. Por isso, é essencial realizar consultas periódicas e agir precocemente, inclusive na prevenção de outras doenças que afetam a saúde masculina”, explica o urologista José Alexandre Pedrosa, do Hospital Pró-Cardíaco no Rio de Janeiro, que faz parte da Rede Américas.
A HPB está relacionada ao envelhecimento, à ação dos hormônios sexuais e à predisposição genética. Aos 90 anos, cerca de 80% dos homens apresentam a condição, que pode ou não apresentar sintomas.
Entre as queixas mais comuns estão: jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, gotejamento ao final da urina, interrupções durante o ato, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de urinar várias vezes à noite.
O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico), teste de sangue utilizado para avaliar a saúde da próstata e rastrear o câncer, também auxilia na avaliação da necessidade de cirurgia nos casos de HPB.

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“A palavra ‘cirurgia’ costuma assustar, mas, nos casos de HPB, podemos recorrer ao tratamento a laser. O procedimento é minimamente invasivo, não deixa cicatrizes e permite alta em até 24 horas”, explica Pedrosa.
O equipamento utilizado, Greenlight Laser, usa uma fibra fina que emite luz verde pela ponta. Introduzido pela uretra, o instrumento vaporiza o excesso de tecido prostático, desobstruindo a passagem da urina e facilitando o fluxo natural. Além disso, o laser estimula a coagulação e favorece a cicatrização local.
“Precisamos romper o estigma masculino de evitar o médico. Um diagnóstico não é uma sentença. Na maioria das vezes, o problema tem tratamento e o paciente pode recuperar sua qualidade de vida”, afirma o urologista.
A recomendação é que os homens mantenham consultas periódicas e exames preventivos, capazes de identificar precocemente problemas como a HPB. Quanto antes o diagnóstico e o tratamento forem iniciados, maiores são as chances de cura e melhoria do bem-estar.
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Por: Renata Souto
Fonte: José Alexandre Pedrosa, urologista do Hospital Pró-Cardíaco no Rio de Janeiro, que faz parte da Rede Américas.


