Como a obesidade infantil pode ser revertida com mudanças no estilo de vida
Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil alerta para os riscos da doença e destaca a importância de hábitos saudáveis desde cedo para evitar doenças na vida adulta
Celebrado neste início de junho, o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil destaca um dos maiores desafios de saúde enfrentados por crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. A data tem como objetivo alertar a sociedade sobre os riscos associados ao excesso de peso na infância, que vão muito além da estética, pois envolvem doenças crônicas como diabetes, hipertensão e distúrbios emocionais.
De acordo com o endocrinologista Francisco Tostes, especialista em Medicina do Esporte e Bioquímica Fisiológica, não é regra que uma criança obesa vai se tornar um adulto obeso. Entretanto, uma criança nessa condição apresenta um risco consideravelmente maior. Há uma chance de 80% das crianças obesas se tornarem um adulto obeso.
Obesidade infantil | Foto:(Reprodução/Internet)
O especialista indica que, além das medidas já conhecidas como manter uma rotina de atividades físicas, deixando o sedentarismo de lado, e evitar os produtos ultraprocessados com alto teor de gordura e açúcar, é importante ter acompanhamento periódico do crescimento e desenvolvimento.
– Um comportamento frequente nas crianças das últimas gerações é o excesso de tempo que se gasta com dispositivos eletrônicos. O “tempo de tela” exacerbado leva a mudanças no padrão de sono e humor, que podem levar a aumento de apetite e ansiedade, aumentando o risco de obesidade e transtornos alimentares – comenta.

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Ligação genética
O nutrólogo Thomáz Baêsso explica que existem condições e doenças com forte influência genética, como Síndrome de Prader-Willi, obesidade familiar e outras no quais genes como CLOCK, SIM1, MC4R podem estar relacionados inclusive a doenças com evolução mais grave ainda.
Crianças copiam hábitos paternos e de adultos ao seu redor e, por isso, é essencial que as pessoas ao redor mantenham uma alimentação limpa e saudável para instituir o mesmo padrão para elas.
A obesidade tem um grande componente genético. Entre 60% e 70% da condição está associada à hereditariedade. Apesar disso, é possível que haja mudança na composição corporal da criança ao longo do tempo.
– A doença é composta por genética somada ao meio e as influências que temos e estímulos que entregamos ao corpo. Logo, é possível herdar genes relacionados à obesidade, mas se manter dentro do peso explica Thomaz.
Como manter o IMC em dia
O índice de massa corporal (IMC), cálculo feito através do peso e da altura do indivíduo, é utilizado para estimar o peso adequado e identificar baixo peso corporal, sobrepeso e obesidade.
Para um adulto, o adequado é um IMC entre 18,5 – 24,9 kg/m². Para crianças, são utilizadas curvas de IMC específicas para idade e sexto. Nesse contexto, uma criança é considerada com peso adequado quando o seu IMC está entre o percentil 15 e 85.
Francisco Tostes salienta que é válido dizer que esse parâmetro não permite avaliar a composição corporal, ou seja, não leva em consideração a relação entre massa muscular e massa gorda, se tornando um método pouco sensível para identificar indivíduos que de fato estejam acima do peso devido a um acúmulo excessivo de gordura.
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Por: Redação do Eu Atleta — São Paulo, SP
Fonte: rancisco Tostes é especialista em Medicina do Esporte, atuante em Endocrinologia, mestre em Bioquímica Fisiológica, sócio do Instituto Nutrindo Ideais.
Thomáz Baêsso é atuante em Nutrologia, afiliado do Instituto Nutrindo Ideais/São Paulo.
Transcrito: https://ge.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2025/06/04/obesidade-infantil-pode-ser-revertida-com-mudancas-no-estilo-de-vida.ghtml


