Colesterol LDL: como baixar e fatores que podem aumentar
Hábitos saudáveis ajudam na diminuição e no controle; em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos
Apesar de ser conhecido como o grande vilão do coração, o colesterol, na verdade, é um tipo de gordura que desempenha funções importantes no organismo. O problema surge quando seus níveis estão elevados e, em excesso, pode acumular nas paredes dos vasos sanguíneos. Saiba quais são os fatores que podem aumentar a taxa de HDL (chamado de “mau colesterol”) e como baixar.
O colesterol é precursor na síntese de hormônios, como cortisol, estrógeno e testosterona, vitamina D e ácidos biliares, que auxiliam na emulsificação e digestão de gorduras, conforme explica o cardiologista Tiago Bignoto.
O LDL leva o colesterol fabricado no fígado até os tecidos do corpo; quando sobra LDL, esse excesso tende a se acumular na parede das artérias, iniciando a formação de placas de gordura que podem estreitar ou obstruir os vasos. Já o HDL (o “bom” colesterol) faz o caminho inverso: recolhe o colesterol que sobrou na circulação e o devolve ao fígado para ser eliminado, atuando como um sistema de limpeza natural e ajudando a proteger o coração.
Alimentação saudável e a exercícios físicos são os principais pilares para controlar os níveis de colesterol | Foto: (Reprodução/Internet)
O colesterol alto quase nunca apresenta sintomas e por isso é considerado silencioso: só aparece em exames laboratoriais de rotina. De acordo com a endocrinologista Carolina Castro, sinais visíveis, como depósitos de gordura na pele (xantomas) ou ao redor dos olhos (xantelasmas), são raros e costumam indicar níveis muito elevados, geralmente de origem genética. Pessoas magras, jovens e com aparência saudável também podem apresentar alterações no LDL, mesmo sem manifestar sintomas.
Além disso, o nível de LDL não é o único parâmetro a ser considerado na avaliação cardiovascular e pode ser nocivo mesmo com valores dentro da faixa considerada normal. Segundo a cardiologista Sheyla Ferro, a presença de outros fatores, como hipertensão, diabetes ou tabagismo, pode aumentar o risco cardiovascular mesmo com níveis de LDL normais.

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Fatores que podem aumentar o colesterol LDL
Os principais motivos para os altos níveis de LDL estão relacionados ao estilo de vida: dieta rica em carnes gordurosas, frituras, ultraprocessados, gorduras trans, excesso de álcool, tabagismo e sedentarismo. Sobrepeso e obesidade potencializam esse cenário. Distúrbios da tireoide, doenças renais ou hepáticas, uso de certos medicamentos, como corticoides, e fatores hereditários também podem ser causadores; a hipercolesterolemia familiar, por exemplo, eleva o colesterol desde cedo e independe do peso corporal.
Além disso, o colesterol alto pode causar doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, entupimento das artérias periféricas como das pernas, e AVC. Também está relacionado a presença de gordura no fígado.
Alimentação saudável e a exercícios físicos são os principais pilares para controlar os níveis de colesterol | Foto: (Reprodução/Internet)
Níveis ideais de colesterol
Para adultos saudáveis, a meta preconizada pelas principais diretrizes é manter o LDL abaixo de 100 mg/dL; pessoas com risco cardiovascular mais alto — como quem já teve infarto, derrame ou vive com diabetes — costumam precisar de metas ainda menores, por volta de 70 mg/dL.
Quando o LDL ultrapassa 160 mg/dL, já é considerado elevado; valores acima de 190 mg/dL sugerem alguma predisposição genética e exigem atenção imediata.
Como reduzir o colesterol LDL
Manter os níveis de colesterol sob controle exige a adoção de hábitos saudáveis que atuem de forma conjunta:
– Alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, azeite de oliva e oleaginosas, com redução significativa do consumo de gorduras trans e saturadas;
– Praticar atividade física regularmente;
– Abandonar o cigarro;
– Controlar o peso corporal;
– Reduzir o estresse;
– Melhorar a qualidade do sono
Há situações em que o tratamento com remédios é recomendado desde o diagnóstico: casos em que o LDL é igual ou superior a 190 mg/dL; presença de doença cardiovascular; diabetes ou risco global muito alto calculado pelo médico.
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Por: Bruna Lima, para o EU Atleta — Rio de Janeiro
Fonte: Carolina Castro Porto Silva Janovsky é médica endocrinologista, professora da pós-graduação em Endocrinologia Clínica da EPM/UNIFESP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Sheyla Ferro é especialista em Cardiologia com habilitação em Ergometria pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia regional Sergipe. Diretora de comunicação da Sociedade Norte Nordeste de Cardiologia, Diretora de comunicação do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Membro da Comissão de Comunicação do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Tiago Bignoto é médico Cardiologista e Ecocardiografista especialista em Cardiopatia Estrutural. É graduado em Medicina, tem residência médica em Cardiologia e Ecocardiografia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Fellowship pela Johns Hopkins Medicine, doutorado pela USP e pós-doutorado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. É coordenador das pós-graduações em Cardiologia, Ecocardiografia e Valvopatias da Afya Educação Médica do Rio de Janeiro.
Transcrito: https://ge.globo.com/eu-atleta/saude/reportagem/2025/07/31/c-colesterol-ldl-como-baixar-e-fatores-que-podem-aumentar.ghtml


