Cafeína aumenta a pressão? Entenda o efeito do cafezinho no organismo
Para muita gente, o dia só começa depois do café. Mas eis a dúvida: a cafeína faz a pressão subir? A resposta não é tão simples depende da quantidade, da frequência e de quem está consumindo.
A ciência mostra que o efeito pode variar entre um aumento temporário da pressão e, curiosamente, um possível efeito protetor quando o consumo é moderado.
Por que a cafeína pode elevar a pressão?
Quem consome café com regularidade tende a desenvolver certa tolerância ao efeito estimulante | Foto: (Reprodução/Internet)
A cafeína é um estimulante. Ao entrar no organismo, ela age no sistema nervoso central e pode provocar vasoconstrição, um estreitamento temporário dos vasos sanguíneos. Quando os vasos ficam mais contraídos, o coração precisa exercer mais força para bombear o sangue. Resultado: a pressão arterial pode subir.
Além disso, a substância pode aumentar a frequência cardíaca, especialmente em pessoas mais sensíveis.
Por isso, em indivíduos com diagnóstico de hipertensão arterial, o consumo costuma ser orientado com cautela. Em alguns casos, o médico pode recomendar reduzir ou evitar a cafeína, principalmente se houver dificuldade de controle da pressão.
Esse aumento, porém, geralmente é transitório em pessoas saudáveis. Quem consome café com regularidade tende a desenvolver certa tolerância ao efeito estimulante.
Café com moderação pode proteger?
Estudo indica que o consumo moderado de café, de uma a três xícaras por dia, pode não aumentar o risco de hipertensão | Foto: (Reprodução/Internet)
.Apesar do efeito imediato de elevação da pressão, pesquisas populacionais mostram um cenário mais complexo.
Um estudo conduzido pela USP e publicado na revista Clinical Nutrition acompanhou 8.780 adultos por cerca de quatro anos. Pessoas que já tinham hipertensão ou doenças cardiovasculares foram excluídas da análise.
Durante o acompanhamento, 1.285 participantes desenvolveram hipertensão. Ao comparar os hábitos de consumo, os pesquisadores observaram algo interessante: quem bebia de uma a três xícaras pequenas por dia (cerca de 150 ml no total) apresentou um risco aproximadamente 20% menor de desenvolver pressão alta em relação àqueles que nunca ou quase nunca consumiam café.
Ou seja, o consumo moderado, dentro desse intervalo, esteve associado a menor incidência de hipertensão ao longo do tempo.
Vale destacar que a maior parte dos participantes consumia café coado, com cafeína e adoçado, padrão comum no Brasil.
Isso sugere que o efeito do café no organismo não se resume apenas à cafeína. A bebida contém antioxidantes e compostos bioativos que também podem influenciar na saúde cardiovascular.

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Quem deve ter mais cuidado?
Embora o consumo moderado possa ser seguro, e até benéfico, para a maioria das pessoas, alguns grupos precisam redobrar a atenção:…
– Pessoas com hipertensão descontrolada;
– Indivíduos com epilepsia, pois a substância estimula o sistema nervoso;
– Pessoas com anemia por deficiência de ferro, pois consumir café próximo às refeições pode prejudicar a absorção do mineral.
– Pacientes com gastrite, úlceras ou doenças inflamatórias intestinais;
– Quem tem dificuldade para dormir;
– Além disso, atletas de algumas modalidades podem não se beneficiar do aumento da frequência cardíaca, dependendo do contexto e da intensidade do treino.
Com informações de reportagem publicada em 28/08/2017, 08/04/2020 e 29/06/2020.
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Por: Colaboração para VivaBem
Fonte: VivaBem
USP – Universidade de São Paulo
Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/03/04/cafeina-aumenta-a-pressao-entenda-o-efeito-do-cafezinho-no-organismo.htm

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