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Bloquinhos sem desconforto: como proteger o assoalho pélvico no Carnaval

Longas horas em pé, consumo de álcool e pouca atenção aos sinais do corpo podem impactar diretamente a região

Aguentar horas em pé, caminhadas e até mesmo segurar o xixi durante os dias de folia, com certeza, estamos falando de Carnaval! Mas, você sabia que essa rotina de diversão nos bloquinhos pode sobrecarregar sua região íntima? O assoalho pélvico é extremamente prejudicado nos dias de diversão e você vai entender como cuidar dele a seguir!

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 30% das mulheres apresentam algum grau de incontinência urinária após os 40 anos, mas o esforço intenso e o consumo de álcool, que irrita a bexiga, podem antecipar esse desconforto em pessoas de qualquer idade durante a folia.

 

Longas horas em pé, consumo de álcool e pouca atenção aos sinais do corpo podem impactar diretamente o assoalho pélvico durante o Carnaval. Fisioterapeuta pélvica explica quais cuidados simples ajudam | Foto: (Reprodução/Internet)

Para aproveitar os blocos sem sustos, o segredo está no equilíbrio. De acordo com Flaviana Teixeira, o excesso de peso em pochetes, somado ao impacto constante de pular e dançar, gera uma pressão intra-abdominal que a musculatura pélvica nem sempre está preparada para suportar. A hidratação constante com água, intercalada com as bebidas alcoólicas, é a primeira linha de defesa para não sobrecarregar o sistema urinário e evitar crises de urgência.

“Muitas pessoas acham que a fisioterapia pélvica é apenas para quem já tem um problema, mas no Carnaval ela entra como prevenção pura. Se você sente aquela ‘escapadinha’ de xixi ao pular ou tossir, seu corpo está avisando que a musculatura não está dando conta da carga. O ideal é não ignorar a vontade de ir ao banheiro; adiar demais esse momento causa uma tensão desnecessária que pode resultar em dores pélvicas ao final do dia”, explica a especialista.

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Além das pausas estratégicas, a escolha do figurino reflete diretamente na saúde. Roupas excessivamente apertadas e biquínis molhados por muito tempo favorecem a proliferação de fungos, além de dificultarem a mobilidade da região. A palestrante reforça que a consciência corporal é a maior aliada da diversão. “Tente alternar os saltos com momentos de descanso e faça pequenos movimentos de descanso e faça pequenos movimentos de contração e relaxamento enquanto estiver na fila. Isso mantém a circulação ativa e evita a fadiga muscular”.

Ao chegar em casa, a recomendação é focar na recuperação. Elevar as pernas e realizar alongamentos leves para a região lombar e quadris ajuda a aliviar a pressão acumulada. Cuidar dessa base do corpo garante que o fôlego, e a saúde, durem até a quarta-feira de cinzas, sem as consequências desagradáveis de um esforço mal calculado.

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Por: Maraísa Bueno

Fonte: Flaviana Teixeira | Fisioterapeuta Pélvica | BH e Nova Lima-MG

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Transcrito: https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/bloquinhos-sem-desconforto-como-proteger-o-assoalho-pelvico-no-carnaval/

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