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Atividade física como prevenção para a saúde mental infantojuvenil: o que a ciência já mostra

Médico cardiologista e do esporte, Mateus Freitas Teixeira explica como a atividade física pode ajudar a prevenir transtornos mentais em crianças e adolescentes

Com a alta prevalência global de transtornos mentais entre crianças e adolescentes e o aumento drástico nas últimas décadas, a necessidade de estratégias de prevenção é clara. O crescimento desses transtornos está associado tanto ao aumento dos custos quanto a impactos individuais, incluindo um risco maior de suicídio. Um estudo publicado em 1º de julho de 2025 mostra o quanto a atividade física pode ser importante.

Várias teorias foram propostas, e uma das mais comuns é o modelo estresse-vulnerabilidade. Embora o modelo tenha sido criticado por ser excessivamente determinístico, ele destaca a interação entre o indivíduo e o ambiente, e os impactos em vários organismos e sistemas, incluindo o sistema endócrino e o sistema imunológico.

Crianças jogando basquete | Foto: (Reprodução/Internet)

Ao mesmo tempo, o foco na vulnerabilidade traz o risco de negligenciar as diversas maneiras pelas quais os humanos lidam com as dificuldades. Alguns pesquisadores propuseram uma estrutura de resiliência para estimular o desenvolvimento de novas maneiras de prevenir e tratar transtornos mentais. A atividade física (AF) foi sugerida como um fator-chave no tratamento para reduzir o risco de desenvolvimento de transtornos mentais entre crianças e adolescentes.

A atividade física reduz a inflamação, diminui o estresse e também pode ter um efeito positivo na autoestima, o que por sua vez pode influenciar os sintomas de doenças mentais. Evidências meta-analíticas têm apoiado a sugestão de que a AF pode melhorar a saúde mental em crianças e adultos. Dois autores, Schuch e Vancampfort, declararam recentemente que as evidências são suficientemente substanciais para que a AF seja usada tanto como tratamento quanto para prevenção de doenças psiquiátricas.

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Uma questão importante é se há momentos durante a infância em que a atividade física desempenha um papel mais central no desenvolvimento de transtornos mentais. Existem poucos estudos, mas uma exceção notável é a coorte de nascimentos de Raine et al., que estudou 1.628 crianças australianas, cujas trajetórias de atividade física e bem-estar mental autorrelatado foram avaliadas repetidamente até o início da idade adulta. As crianças com alta prática de atividade física relataram um perfil de saúde mental mais favorável. No entanto, a dependência de sintomas autorrelatados não permite conclusões sobre a incidência de níveis clínicos de disfunção e sofrimento.

Portanto, o principal objetivo deste estudo foi nos apresentar que a atividade física pode ser benéfica para prevenção de transtornos mentais, salvaguardando que são necessários outros estudos. Assim sendo, temos o dever de sempre prescrever e saber o poder desse remédio potente que é o exercício físico.

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Por: Mateus Freitas Teixeira

Fonte: Mateus Freitas Teixeira, Cardiologista e médico do esporte, é diretor da Sociedade de Medicina do Exercício e do Esporte do Rio de Janeiro e coordenador médico da Clínica Fit Center

Transcrito: https://ge.globo.com/eu-atleta/saude-mental/post/2025/07/04/atividade-fisica-como-prevencao-para-a-saude-mental-infantojuvenil-o-que-a-ciencia-ja-mostra.ghtml

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