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7 mil passos por dia reduzem riscos de doenças graves; mas como andar tudo isso?

Se você acha difícil bater a meta de 10 mil passos por dia, temos uma boa notícia: um número menor já pode trazer benefícios enormes. Segundo uma revisão publicada na revista The Lancet Public Health, caminhar cerca de 7 mil passos por dia é suficiente para reduzir significativamente o risco de morte prematura e o desenvolvimento de doenças graves, como câncer, demência, problemas cardíacos e até sintomas de depressão.

O levantamento analisou 57 estudos realizados entre 2014 e 2025, com mais de 160 mil pessoas em diferentes países, incluindo o Brasil – e as conclusões são animadoras.

Caminhar protege o coração, o cérebro e o humor

Como dar 7 mil passos por dia? | Foto: (Reprodução/Internet)

A pesquisa mostrou que quem caminha em média 7 mil passos por dia tem 47% menos risco de morte por qualquer causa, em comparação a quem anda apenas 2 mil passos. A caminhada também reduz:

– 25% o risco de doenças cardiovasculares

– 47% o risco de morte por problemas cardíacos

– 37% o risco de morte por câncer

– 38% a chance de desenvolver demência

– 22% os sintomas de depressão

Esses dados são especialmente importantes para pessoas acima dos 60 anos. Segundo o estudo, caminhar cerca de 4.500 passos já oferece efeito protetivo em idosos.

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A origem da meta dos 10 mil passos

Você já deve ter visto essa meta nos aplicativos e relógios de monitoramento: 10 mil passos por dia. Mas o número, que virou sinônimo de saúde, não veio da ciência, mas da publicidade. Ele foi criado em uma campanha de marketing de uma empresa japonesa antes das Olimpíadas de Tóquio, em 1964, para divulgar o primeiro pedômetro portátil.

Com o tempo, a meta se mostrou razoável, mas não é um limite mínimo necessário para ter benefícios reais. Segundo os cientistas, os maiores ganhos à saúde ocorrem quando se sai do sedentarismo e se alcança entre 2 mil e 7 mil passos por dia.

Não precisa correr: a rotina já ajuda

Um dos achados mais interessantes do estudo é que 80% dos passos que damos no dia a dia vêm de tarefas cotidianas: andar até o ponto de ônibus, subir escadas, ir ao mercado, passear com o cachorro, limpar a casa. A regularidade é mais importante do que a intensidade ou velocidade da caminhada.

Como explica a professora Melody Ding, que liderou a pesquisa: “Para quem não consegue atingir a meta de 7 mil, o importante é se mover o máximo possível dentro da sua rotina.”

Vale lembrar: embora a velocidade de cada pessoa varie bastante, 7.000 passos equivalem a aproximadamente uma hora de caminhada ao longo do dia.

– Desça um ponto antes do trabalho ou da escola e caminhe até o destino

– Use escadas no lugar do elevador

– Faça pequenas pausas ativas durante o dia, como dar uma volta no quarteirão

– Caminhe ao telefone enquanto conversa

– Convide alguém para uma caminhada leve após o jantar

– Deixe o carro mais longe no estacionamento, sempre que possível

– Dicas para incluir mais passos na sua rotina

Resumo:

Estudo mostra que caminhar cerca de 7 mil passos por dia já reduz o risco de doenças graves como câncer, demência, depressão e problemas cardíacos. Os maiores ganhos vêm de pequenas mudanças no cotidiano, com mais movimento e menos sedentarismo.

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Por: Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 3 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!

Fonte: Melody Din, professora lider da pesquisa

Transcrito: https://revistaanamaria.com.br/bem-estar-e-saude/7-mil-passos-por-dia-reduzem-riscos-de-doencas-graves-mas-como-andar-tudo-isso/

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