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Não é só condicionamento físico: 7 erros de quem começa a correr

Correr parece simples  e, em essência, é. Nossa anatomia evoluiu para isso: pernas longas, quadris estáveis e tendões elásticos tornaram o ato de correr uma das habilidades mais naturais da espécie humana.

Mas transformar esse impulso ancestral em esporte exige mais ciência do que instinto. Quem começa sem orientação costuma tropeçar nos mesmos erros e isso sabota o rendimento e abre espaço para lesões.

A seguir, sete deslizes clássicos entre iniciantes e como escapar de cada um deles

1. Acreditar que precisa de equipamentos caros

Corrida: não é preciso apostar em equipamentos caros para começar | Foto: (Reprodução/Internet)

Tênis com placa de carbono, relógios com dezenas de métricas avançadas e roupas tecnológicas prometem melhorar o desempenho, mas nenhum deles é pré-requisito para começar. No início, a preocupação excessiva com o equipamento costuma desviar atenção do que realmente importa: treinar com constância e segurança.

O que fazer? O essencial para começar é um tênis confortável indicado para corrida (não precisa ser o mais caro, mas um modelo que se adeque ao seu pé), roupas leves e um relógio simples (ou aplicativo) para marcar o tempo. O resto é bônus e só faz sentido quando você entender suas necessidades reais.

2. Correr todos os dias sem planejamento

Quando o entusiasmo bate, muitos iniciantes passam a treinar diariamente e rápido demais. O problema é que cada estrutura do corpo tem seu próprio ritmo de adaptação. O fôlego pode até permitir, mas músculos, tendões e ossos não acompanham essa pressa. Sem descanso e progressão adequada, o risco de lesões dispara.

O que fazer? O ideal é começar com três treinos semanais, intercalando corrida leve com caminhadas. Aos poucos, o corpo se adapta e a evolução se torna segura. Se estiver ao seu alcance, busque orientação profissional para evoluir com treinos certeiros.

3. Controlar demais a respiração

Inspirar por três passos, soltar o ar por dois Tentar engessar a respiração com regras rígidas costuma gerar desconforto, cansaço e ansiedade.

O que fazer? Ganhe condicionamento! A respiração na corrida é um mecanismo automático que melhora à medida que você for ganhando resistência física. Quanto mais o corpo evolui, mais naturalmente ele encontra o ritmo ideal. E pode respirar pelo nariz, pela boca ou pelos dois. O importante é manter o fluxo confortável.

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4. Começar sem aquecer

Ignorar o aquecimento é uma armadilha clássica. Entrar direto no ritmo desejado aumenta o risco de distensões musculares, dores articulares e, em casos extremos, rupturas.

O aquecimento funciona como um aviso ao corpo: ele aumenta o fluxo sanguíneo, prepara músicos, tendões e articulações e ajusta a temperatura interna para o impacto repetitivo da corrida.

O que fazer? Caminhada acelerada, trote leve e movimentos articulares simples, como polichinelo, mobilidade de quadril, rotações de braços e tornozelos ou até movimentos funcionais, como avanços e elevações de joelhos, ajudam a aquecer. Dez minutos bastam.

5. Esperar resultados imediatos

A corrida é uma maratona, não um sprint, e a ansiedade pela evolução rápida costuma ser inimiga da constância. Muitos iniciantes esperam emagrecer, ganhar fôlego ou completar longas distâncias em poucas semanas. Essa pressa faz com que muita gente ultrapasse seus limites antes da hora, acumulando frustrações ou lesões.

O que fazer? Para se manter na corrida por muito tempo, o mais importante é construir boas experiências: evoluir sem dor, respeitar etapas e celebrar pequenas conquistas. Usar um relógio esportivo ou aplicativo para acompanhar o progresso pode ajudar, desde que não vire obsessão.

6. Achar que correr dispensa fortalecimento

| Foto: (Reprodução/Internet)

Um dos mitos mais resistentes entre corredores é acreditar que “quem corre só precisa correr”. Na prática, a falta de força limita o desempenho e aumenta a incidência de lesões por sobrecarga.

A musculatura é parte fundamental na estabilização das articulações, absorção de impactos e melhora da postura. Quando está fraca, transfere a carga para estruturas vulneráveis como joelhos e tendões. O resultado são dores, inflamações e interrupções nos treinos.

O que fazer? Inclua ao menos duas sessões semanais de treino de força (musculação, pilates, funcional ou calistenia). Busque colocar foco nos principais grupos musculares usados na corrida pernas, core (abdome e lombar) e glúteos.

7. Focar mais na prova do que no treino.

As corridas de rua são empolgantes: medalhas, kits atrativos, percursos animados. Para iniciantes, usar uma prova como motivação pode ser ótimo, desde que a preparação não seja colocada em segundo plano. Sem uma base sólida, a chance de lesões aumenta e a experiência pode virar frustração.

O que fazer? O ideal é escolher provas compatíveis com seu condicionamento atual (nada de meia maratona no começo) e garantir tempo suficiente para se preparar com segurança.

*Com informações de reportagem publicada em 06/05/2025.

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Por: Colaboração para VivaBem

Fonte: VivaBem

Transcrito: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/12/02/nao-e-so-condicionamento-fisico-7-erros-de-quem-comeca-a-correr.htm

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