Dicas essenciais para não se deixar enganar com dietas

Nutricionista dá 4 dicas que vão te ajudar a não ser enganado por dietas e alimentos pobres em nutrição! Confira e anote as recomendações

Diariamente nos deparamos com estudos que condenam alguns alimentos, glorificam outros e, logo em seguida, novas pesquisas são divulgadas desmentindo as conclusões anteriores. Pensando nisso, o nutricionista Daniel Barreto de Melo, da Doctoralia, deu algumas recomendações de como ter bons hábitos alimentares e evitar produtos que podem prejudicar a saúde:

1. Não se engane com alimentos de boa fama
Algumas dicas de alimentação que já fazem parte do senso comum, também podem causar efeitos negativos ao organismo se ingeridos em excesso. O alto consumo de fibras, muito adotado por pessoas que fazem dietas, pode levar não só à constipação (intestino preso) como também a uma menor absorção de algumas vitaminas e minerais. Mesmo as frutas, consideradas totalmente saudáveis, devem ser consumidas com moderação. A maioria delas são ricas em açúcares simples e seu excesso promove o ganho de peso e algumas desordens metabólicas.

2. Diversifique seu cardápio
Dietas restritivas, como as que eliminam o carboidrato do cardápio, são muito divulgadas e praticadas, porém essa prática pode causar deficiências nutricionais sérias. A diversidade alimentar é fundamental para que sejam ingeridas as quantidades adequadas de vitaminas, minerais e compostos bioativos dos alimentos. Além disso, limitar as opções pode causar monotonia alimentar e diminuir a percepção de que a alimentação deve ser, além de saudável, prazerosa.

3. Evite alimentos com altas quantidades de compostos químicos
Alimentos fontes de gordura trans, nitritos, nitratos e outros, consumidos com frequência, mesmo que em quantidades pequenas, fazem mal a saúde. Neste ponto é que entram a maioria dos alimentos industrializados e daqui surgem as recomendações de se preferirem os alimentos minimamente processados, caseiros, naturais, etc. Alguns produtos que são muito comuns no dia a dia, como a maioria dos biscoitos e bolachas, sorvetes, bolos prontos, diversos alimentos congelados, embutidos em geral, refrigerantes, alimentos coloridos artificialmente, caldo de carne, entre outros.

Além desses, legumes, vegetais e frutas também merecem atenção. De acordo com estudos da Anvisa, o Brasil é maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo que muitos alimentos apresentam substâncias químicas acima do permitido. Esses compostos químicos são absorvidos e armazenados no corpo, impedindo seu funcionamento adequado.

4. Crie o hábito de ler as embalagens
Muitos produtos vendidos como saudáveis também podem mascarar ingredientes prejudiciais à saúde, como é o caso dos biscoitos integrais, que algumas vezes contém mais açúcar do que fibra em sua composição. A indústria de alimentos costuma utilizar farinha de trigo integral junto à branca, então o produto ganha fibras e outros nutrientes, mas de forma limitada, nem sempre sendo realmente saudável. Outro exemplo é o suco de caixinha, se for néctar de fruta, significa que tem apenas de 20% a 40% de suco e o restante é composto de água, açúcar e aromatizante. Mesmo quando não se enquadram nesta categoria, os que realmente são sucos costumam perder uma quantidade considerável de nutrientes, durante o processo de pasteurização e envasamento, o que torna os sucos feitos na hora as melhores opções. Diante disso tudo, é importante saber que algumas marcas são mais cautelosas com o consumidor e produzem versões realmente saudáveis desses alimentos. É preciso se criar o hábito de ler rótulos, para que sejam feitas sempre as melhores escolhas.

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Por:Brenda Prestes

Fonte:Daniel Barreto de Melo,nutricionista da Doctoralia

Transcrito:http://www.sportlife.com.br/nutricao/dietas-alimentos/

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