Cólica menstrual não é normal

Banner de dentro dos postsMuitas mulheres sentem cólicas menstruais todos os meses e isso pode não ser normal! O que muitas pessoas não têm conhecimento é que esse desconforto pode ser causado por uma doença que acomete cerca de 176 milhões da população feminina mundial: a endometriose. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), aproximadamente seis milhões de brasileiras possuem a doença, porém, elas podem passar a vida toda com a doença, sem sequer ser diagnosticada.

Mas o que causa a endometriose? Ela surge devido ao crescimento do endométrio (tecido que reveste a parede uterina e que envolve o embrião) fora do útero. Esse desenvolvimento anormal causa inflamação, podendo causar cólicas menstruais, alterações urinarias e intestinais durante a menstruação, dores nas relações sexuais, e até, infertilidade.

Médica ginecologista e obstetra, Dra. Ana Lucia Beltrame, explica que o diagnóstico da doença não é tão simples, mesmo com sintomas tão comuns. “É preciso uma atenção especial ao cuidado com a mulher. Ela pode viver anos com o desconforto sem ao menos saber que tem a doença e isso pode ter consequências graves, como a dificuldade para engravidar. O diagnóstico requer prática e habilidade do especialista, além de exames de imagem como ultrassom transvaginal com preparo intestinal”, alerta.

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A especialista listou alguns mitos e verdades em relação à doença:

– Sentir cólicas menstruais todos os meses é normal – MITO

Da menarca ao início da menopausa, muitas mulheres acham comum sentir dor na região uterina e acabam por apelar para remédios ou receitas caseiras, acreditando ser normal esse desconforto. “O processo de ovulação e posterior menstruação habitualmente deve ser natural e indolor. Inchaços e incômodos fazem parte, mas quando as dores são fora de proporção é necessário buscar um especialista”, completa Dra. Ana Lucia.

– Exercícios podem ajudar a amenizar as dores da endometriose – VERDADE

A prática de atividades físicas pode ajudar na diminuição das dores causadas pela endometriose. Durante a atividade física, há liberação de substancias chamadas endorfinas, que além de trazer um grande bem estar, podem atuar no alivio dos sintomas da endometriose

– Mulheres com endometriose podem ter dificuldade para engravidar – VERDADE

A endometriose pode causar alteração da anatomia dos órgãos pélvicos , alterações inflamatórias e imunológicas que podem interferir significativamente na fertilidade da mulher

– Dores durante a relação sexual podem ser sintomas da endometriose – VERDADE

Desconforto e dores na região pélvica são comuns quando a mulher está com o órgão íntimo sem lubrificação suficiente, porém, se for uma dor mais profunda, que acontece no momento em que o pênis encosta no fundo da vagina pode estar relacionada à endometriose.

– A mulher pode viver anos sem ser diagnosticada com endometriose – VERDADE

De acordo com dados de 2013 divulgados pela Sociedade Brasileira de Endometriose, 53% das mulheres brasileiras nunca ouviram falar em endometriose e podem demorar até sete anos e cinco médicos diferentes para finalizar um diagnóstico preciso.

– O diagnóstico de endometriose pode ser feito por ultrassom transvaginal simples – MITO

Apesar de o diagnóstico definitivo ser por analise anatomo patológica, ou seja, somente com cirurgia, atualmente através de um bom medico treinado que realize um exame especializado de ultrassom transvaginal com preparo intestinal, há possibilidade de se diagnosticar a doença e verificar o grau de acometimento pélvico.

Fonte: Dra. Ana Lucia Beltrame

Médica formada pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo. Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia fazendo residência médica no Hospital das Clínicas na Universidade de São Paulo. Realizou sua pós-graduação como mestra em ciências na Universidade de São Paulo, tornando-se especialista na área de Reprodução Humana. Também é especialista em laparoscopia e histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Anualmente participa de congressos internacionais e é Membro da ASRM (American Society for Reproductive Medicine) e da ESHRE (European Society of Human Reproduction and Embriology).

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